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Sábado, 03 de Janeiro de 2015, 14h:45

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Começa bem o turismo de MT em 2015!

Mato Grosso é um Estado extraordinariamente rico em riquezas naturais, pontos turísticos de tirar o fôlego, além de riquezas humanas sem comparativos. Por si só o Estado já é um referencial turístico, vez que se encontra posicionado no centro geodésico da América sul. Detém em sua estrutura física uma das maiores riquezas naturais do planeta, o Pantanal mato-grossense, ambiente de beleza singular mirada e admirada pelo mundo inteiro. Porém, sem a preservação basilar dos gestores mato-grossenses. Como por uma dádiva divina riquezas naturais e antropogênicas intercalam, entrelaçando em profusão de cores, cheiros, sabores, simbolismos, simplicidade, naturalidade e autenticidade sem igual. Nesse universo de belezas e riquezas impares, oportunidades e possibilidades fluem, gratuitamente abençoadas pela mão do Criador ao povo mato-grossense, e aqueles que aqui aportaram e aportam. O dia em que os gestores públicos entenderem a oportunidade de tais riquezas e como manejá-las de maneira inteligente, certamente ter-se-á melhoria de qualidade de vida e sustentabilidade ambiental de verdade. Nesse gigante com 901.420 km2 de terras contínuas composto de 141 municípios em ambiente de extraordinárias peculiaridades e raríssimas belezas, destacando-se nos universos bióticos e abióticos florestas, rios, escarpas, paredões, serras morrarias, planaltos, planícies, fauna... Um verdadeiro jardim do Éden, um paraíso, um privilégio, um orgulho para todos os mato-grossenses. Infelizmente, ainda não foi o suficiente para que governantes e gestores mirassem como fontes de renda, qualidade de vida. Você pode estar na Espanha, Austrália, México, Estado Unidos... Não importa, a mídia mundial continua focando esse presente de Deus na Terra de Rondon. Embora seja um ambiente singular, as autoridades em diferentes níveis de governos não conseguiram mirar holisticamente esse potencial. Exemplos de descasos, desleixos, incompetência...podem ser vistos em diversos pontos turísticos do Estado, como, por exemplo, Chapada dos Guimarães, Salgadeira, Véu de Noiva, Parque Nacional de Chapada, estrada transpantaneira, o próprio Pantanal transformando - se em depósito de lixo, parque Serra Azul, parque do Cristalino, Cachoeira das andorinhas... E assim milhares e milhares de outros exemplos, de como belezas raras estão sendo abandonadas, jogadas ao léu, cercadas com folhas de zinco e arame farpado, mais parecendo favelas rurais em meio a paraísos naturais. Ninguém em sã consciência gostaria de ver situações tão vergonhosas, tão desrespeitosas... por que passa o meio ambiente mato-grossense. É realmente de amargar. Há três décadas pesquiso a biogeografia regional visando entender a pressão antrópica e a atividade humana nos ecossistemas que compõem o Estado. Nesse viés, cientificamente pode-se afirmar que Deus foi generoso com Mato Grosso. Bastando agora que sejamos inteligentes para dele usufruir racionalmente. * ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente e doutorando em Agricultura Tropical pela UFMT

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