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ARTIGOS
Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018, 19h:01

ALECY ALVES

O ser humano

Se no Brasil o ano novo somente começa depois do Carnaval, que a partir de agora tenhamos um 2018 de paz. Muita paz é o que mais necessitamos. Assistindo aos eventos Carnaval, à distância, de casa, como fiz, e me pareceu a decisão mais acertada, concluo que não nos resta muito a fazer sobre o que vem acontecendo no Brasil. Além de cumprir minhas obrigações enquanto cidadã, ponho-me a pensar, e questionar, sobre o comportamento humano. Se o homem é um ser social, que nasceu para conviver com outros seres da mesma espécie e multiplicar-se, como ouvimos ao longo de nossas vidas, por que até agora não apreendemos a nos relacionar? Por que continuamos tão intolerantes, individualistas, autocentrados, egocêntricos e, muitas vezes desumanos? Na visão do filósofos Aristóteles, o cidadão não existe isoladamente e é sempre parte de um todo do qual pertence inteiramente. Somente como integrante da polis há como se conceber o cidadão. Certo? A Campanha da Fraternidade de 2018, com o tema Fraternidade e Superação da Violência, nos chama à reflexão, e tomada de atitudes, sobre o papel de cada um, e de todos juntos, na questão da violência. O cardeal Sérgio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lembra que a corrupção é uma forma de violência, que mata, claro. E não é só a corrupção praticada por gestores públicos ou políticos. Corrupção em suas variadas formas e tamanhos. Entretanto, quando uma Nação parece sem comando, como seria o caso do Brasil, onde todos acham podem tudo, que ninguém tem deveres, apenas direitos, a desordem está estabelecida. Criar e respeitar regras, entendo, são necessidades humanas em qualquer sociedade. Todavia, não basta cobrar dos mais humildes, pobres, ou menos empoderados. Também não vamos partir para o discurso "das vítimas da sociedade" para justifica a prática de violência pelos pobres. Faltam ao Brasil seres humanos que se consideram e ajam como iguais em direitos e obrigações, independente da cor, orientação sexual, credo, nacionalidade e nível social. E que sejam igualmente tratados em todos os níveis dos poderes públicos. Será que o Brasil ainda tem jeito? Não estaria nos faltando o que nos distingue dos outros animais, a racionalidade? ALECY ALVES é repórter

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