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ARTIGOS
Segunda-feira, 25 de Março de 2019, 08h:52

RENATO DE PAIVA PEREIRA

Twitter e imprensa

Ainda não sabemos onde vai dar essa opção dos leitores pelas mídias sociais em prejuízo dos veículos de comunicação tradicionais. Dizem que possível medir a cultura (conhecimento) de uma pessoa pelo tamanho de seu vocabulário.  Se esta afirmação for verdadeira dá pra supor que a utilização constante das redes sociais com seu vocabulário restrito irá pouco a pouco reduzindo a variedade de palavras do discurso, e com ele a cultura do povo. Entretanto são meras suposições, porque como é um fenômeno recente ainda não é possível fazer um diagnóstico confiável. Desde que o presidente americano Donald Trump escolheu o Twitter para fazer campanha, e governar depois de eleito, este estilo fez escola. Tanto que aqui no Brasil repetiu-se o mesmo fenômeno e com a mesma intensidade: o presidente ganhou a eleição pela ação das redes sociais e está governando – ou tentando governar - com elas. Em comum Bolsonaro e Trump têm o prazer de atacar a imprensa tradicional culpando-a pela divulgação dos disparates que eles próprios espalham a toda hora. Claro que a imprensa no mundo inteiro busca os deslizes dos governantes para noticiá-los, e isso os incomoda. Alguns não sabendo lidar com essa situação atacam jornais e jornalistas, como o presidente Bolsonaro fez esta semana com a Constança Rezende, jornalista do Estadão. Só que movido pela impaciência esqueceu-se de primeiro conferir a notícia para depois divulgá-la.  Posou mais uma vez de leviano porque a repórter em questão provou que não tinha dito nada daquilo que lhe atribuíram. A imprensa brasileira, pelo que observo diariamente, não está contra o governo. Aliás, ela tem encampado a ideia da reforma da previdência e sua urgência e trata com simpatia os ministros que não armam confusão. As notícias desagradáveis que publica são geradas pelo Presidente, seus filhos e pelos ministros apadrinhados pelo polemista Olavo de Carvalho. Mas os “filhotes” do Olavo, - o Chanceler Eduardo Araújo e o ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez - a julgar pelas notícias dessa semana estão perigando no cargo. Até o Olavo, responsável pela nomeação deles, com sua costumeira grosseria e destempero atacou-os na mídia. Aliás, este escritor é atualmente o maior desestabilizador do governo com sua nefasta influência sobre a família Bolsonaro., o Itamaraty e o MEC. Não sei como conseguem levar a sério as ideias do Olavo, que é inconstante, grosseiro, inconsequente e tosco. Não custa lembrar que ele critica a vacinação infantil, ignorando que ela erradicou diversas doenças no mundo e mantém outras tantas sob controle.  Também afirma que o tabagismo não faz mal, simplesmente baseado no fato de que ele fuma há 50 anos e tem (tinha, agora deixou de fumar) boa saúde. Além disso, condena a Teoria Evolucionista de Darwin que a escolas do mundo ocidental ensinam. O núcleo duro do palácio precisa urgentemente convencer o Presidente a deixar o celular fora do alcance da mão, a parar de culpar a imprensa pelas más notícias que ele próprio cria e a fazer uma “desolavização” imediata do governo.   * RENATO DE PAIVA PEREIRA – empresário e escritor renato@hotelgranodara.com.br  


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