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ARTIGOS
Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018, 18h:22

ROSIVALDO SENNA

Violência no Rio

A decisão do governo federal de decretar intervenção militar no Rio de Janeiro, tomada na sexta-feira, demorou. Não é de hoje que convivemos com notícias de violência na cantada e decantada "Cidade Maravilhosa", hoje, completamente dominada pelo crime organizado. E olha que essa 'especialidade criminal' não se limita aos morros ou as favelas. Tem também gente da alta sociedade envolvida, principalmente da classe política, que mesmo denunciada ou presa, ainda mantém privilégios que, normalmente, não é dado para quem infringe a lei. Situação essa que a cada dia que passa mancha ainda mais a imagem do nosso país lá fora. No período de carnaval foram registradas cenas de extrema violência. Muitas delas, imagináveis até por mentes mais férteis. Apesar da atuação mais contundente das polícias (civil e militar), o Rio de Janeiro, principalmente a capital, parecia uma cidade sem lei, sem comando. O reconhecimento de Pezão, governador do Rio, de que erraram na forma de atuação durante o período de momo, sacramentou de vez a fragilidade do sistema de segurança para este grande evento. Arrastões, assaltos, invasões de residências e comércios viraram práticas comuns no dia a dia dos cariocas e visitantes. A insegurança foi tão grande que nem mesmo locais tradicionais, verdadeiros cartões postais, escaparam das ações dos marginais. Uma resposta firme a essa insanidade total tem que acontecer logo. Com a decisão do governo federal de decretar intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro, todos os órgãos de segurança serão comandados pelo Comando Militar do Leste (CML), liderado pelo general Walter Souza Braga Netto. Esperamos um resultado bem melhor do que o feito recentemente, quando um grupo da Segurança Nacional, lá estive com o mesmo objetivo de combater o crime. O resultado final passou bem longe do esperado. A violência continuou, sem trégua. O que aconteceu foi uma 'migração' de modalidade de crime. Se alguns diminuíram, outros como bala perdida (?), roubo de carga aumentaram. A expectativa de conter o crime agora é grande. Afinal, o Exército está envolvido. Vamos aguardar! ROSIVALDO SENNA é jornalista em Cuiabá rosivaldosena@hotmail.com

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