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Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 20h:24

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Viva o novo!

Então, o velho acaba de morrer e, em se tratando da vida pública, não deixou saudades. O novo acaba de nascer e vem com algumas expectativas preocupantes. Combustível, energia, água, carga tributária, pibinho, dólar em alta e outras dificuldades no caminho da gente. Em meio à turbulência provocada por mensalão, petrolão e o fiasco na Copa em nível nacional, Mato Grosso não deixou por menos emplacando Ararath, Terra Prometida, Edição Extra e outros operações menos votadas. Que ainda incomodam muita gente. Enquanto os otimistas de plantão elogiavam o que estava sendo feito no período pré-Copa coloquei que seria um megaevento em 3D (dádivas, dúvidas e dívidas). E não deu outra. De legado bom, até o presente, muito pouco. De 56 obras anunciadas apenas oito saíram do papel. E com qualidade questionável. A premiada Arena Pantanal, cujo custo mensal de manutenção causa arrepio – estão falando em algo em torno de R$ 700 mil - passa a receber uma série de críticas. Aqui e lá fora. Obras importantes como a Avenida do Barbado, Oito de Abril, Mário Andreazza, estão inacabas. O destino dos centros de treinamentos (COT da UFMT e do Pari) ainda é incerto. Quem passa pelo aeroporto Marechal Rondon vê um cenário preocupante. Qualquer chuva mais forte põe pedaços da cobertura abaixo. Ainda falta concluir a forração do saguão de desembarque. Tem sanitário para cadeirantes sem iluminação. Do lado de fora há muito a fazer. O campeão de tanstornos, claro, é o VLT de R$ 1,6 bilhão. Quebrou comerciantes, veículos, provocou atrasos, acidentes e ainda falam em colocar dois de seus viadutos no chão. E até o presente ninguém falou quem vai pagar a conta extra. Aditivo de dinheiro e prazo virou moda durante o governo anterior. E ainda restam centenas de desapropriações ao longo do trajeto. O Governo Pedro Taques terá um desafio enorme pela frente. No aspecto pessoal agradeço por mais um ano de vida e com a saúde, apesar da tristeza pela perda de alguns amigos e, principalmente, da minha amada mãe, minha guerreira, minha heroína. O que o novo ano traz ainda não sei, mas de algo estou convicto: o Deus que me fez vencer 2014 é o mesmo que me fará vencer todos os dias em 2015. Desejo o mesmo a você. SERGIO NEVES é editor de Cidades

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