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Domingo, 29 de Setembro de 2002, 20h:00

CD

Gravar seu próprio CD está cada vez mais fácil

Fábrica doméstica
Da Agência Folha
Com as novas tecnologias, você não precisa mais recorrer aos estúdios de gravação para criar uma demo decente. Sem sair de casa, você pode gravar um CD com a qualidade daqueles vendidos a peso de ouro pelas grandes gravadoras. Com um bom computador e muitos cifrões no bolso, é possível montar um estúdio em casa, usando placas de som poderosas e bons programas de edição de áudio. É só você ter na cabeça que tipo de som quer fazer e ir atrás do equipamento mais adequado. Você pode usar desde sofisticados softwares como o Pro Tools -utilizado nos discos caseiros de Mad Zoo e Eduardo Luke- até gravadores multipistas que usam fitas cassete e não requerem nem computador -como fez a banda Objeto Amarelo. (FERNANDA MENA E GUILHERME WERNECK) O compositor e produtor Marco Antônio Duarte, 37, o Mad Zoo, começou sua peregrinação musical com o nome Technozoide. Passou pelo break, pelo eletro e pelo rap até encontrar seu ponto de equilíbrio e mergulhar de cabeça na tecnologia a serviço da música. Autodidata, Mad Zoo turbinou seu computador, apaixonou-se pelo software Pro Tools e transformou a quitinete onde vive em estúdio. "Moro dentro do meu estúdio. Durmo em cima do Pro Tools, como em cima dele, saio de casa e já fico com saudades. Casei com o equipamento", brinca. "Bad Innonsense" foi composto, gravado, mixado e masterizado em seu estúdio-quitinete. "Gastei quatro anos produzindo meu disco. Imagine a grana que gastaria em um estúdio? Seria inviável." "Há maneiras de não gastar muito. Mas não adianta o cara achar que vai gastar só R$ 1.500 e fazer o som da vida dele porque não vai", explica. (FM) Para ouvir a música "Esfera", com Mad Zoo, ligue para 0/xx/11/3471-4000 e escolha a opção Música-Lançamento. Custo só o da ligação. O futuro da gravação Eduardo Luke, 25, começou a gravar músicas em casa com um porta-estúdio. Aos poucos, o cantor e compositor investiu em uma placa de som profissional para seu Macintosh, a Audiomedia 3. "Quando vi que poderia gravar 16 canais fiquei maluco! Juntava grana e, a cada seis meses, comprava coisas novas." O resultado desse quebra-cabeças é o estúdio que tem na cabeceira de sua cama. É nele que Eduardo Luke, o produtor, faz jingles para comerciais de TV. Foi nele também que o cantor gravou seu primeiro disco, "Vol. 01". Espremeu uma bateria entre a cama e o armário, microfonou cada pedacinho dela e gravou. Baixo, guitarra, teclado, tudo ali mesmo, no quarto, com calma e cuidado. O processo todo levou um ano. "Os donos de estúdio que me perdoem, mas acho que vale mais comprar equipamentos e gravar em casa do que pagar horas de estúdio. Mas isso vai depender da "pecinha" por trás do computador. Esse equipamento não faz nada sozinho, mas é o futuro da gravação de som", profetiza. (FM) Para ouvir a música "Me Telefona", com Eduardo Luke, ligue para 0/xx/11/3471-4000 e escolha a opção Música-Lançamento. Custo só o da ligação. Britadeira no som Os dois discos da banda Objeto Amarelo são um bom exemplo de que equipamentos lo-fi, pouco dinheiro, criatividade e experimentação combinam-se muito bem. Ambos foram gravados no quarto de Carlos Issa, 30, criador do grupo. "Estou longe do Pro Tools", admite. No novo CD do Objeto Amarelo, "Panzer Tunel", Issa usou um conjunto com uma bateria eletrônica e um porta-estúdio Tascam de quatro canais, que grava sons em uma fita cassete. "É um equipamento muito fácil de usar." Depois foi só mixar o som no próprio Tascam, passar as músicas para o computador e queimar um CD. "O que se ouve no disco é o que tenho na minha fita", garante. Com o porta-estúdio em casa, a guitarra e a bateria eletrônica à mão, Issa afirma que grava sessões com frequência. "O disco tem trechos em que aparece a reforma no vizinho, os caras batendo estaca, toda a barulheira que entra no meu apartamento. Mas algumas coisas que ficaram interessantes. Tinha uma reforma na rua aqui em frente e o som da britadeira ficou legal na música."(FM) Para ouvir a música "Dix", com Objeto Amarelo, ligue para 0/xx/11/3471-4000 e escolha a opção Música-Lançamento. Custo só o da ligação. Saiba como montar um estúdio caseiro É fato que gravar um disco em casa se torna cada vez mais acessível. Mas não se engane: a brincadeira ainda pode ficar bem cara, dependendo apenas dos equipamentos que você escolher para transformar seu quarto ou a sua garagem em um estúdio de gravação. O primeiro passo para gravar música é ter um bom computador, com um processador rápido, bastante memória RAM e espaço em disco de sobra. Especialistas recomendam, inclusive, que se tenha um HD (sigla para disco rígido) externo. O computador precisa ser possante porque tanto os programas para editar música como os arquivos que eles geram são bem pesados. Só para lembrar, um minuto de música gravada com qualidade de CD tem um tamanho de aproximadamente 10 Mb. Tendo o computador, o passo seguinte é escolher a placa de som. Há placas para todos os gostos. Desde as profissionais, como a Digi 001, que já vem com o software Pro Tools, até as mais acessíveis, como a Fortíssimo. A opção pela placa tem de levar em conta a relação custo-benefício. Antes de comprar uma placa caríssima, veja bem qual será o uso que você fará dela. Para um iniciante, às vezes é melhor comprar uma placa mais barata, com menos recursos, do que partir logo para um equipamento profissional. Depois da placa, o coração da edição de música é o programa de áudio que você usará. Os mais famosos são o Pro Tools, o Logic Audio e o Vegas Video, este último é melhor para iniciantes, pois é mais amigável. Além desses, um programa novo que chega ao mercado é o Cubase. Mas, se o seu negócio é música eletrônica, vá atrás do Acid Pro, o mais indicado por quem quer ser mestre nos loops. Quase todos esses programas estão disponíveis em versões de teste na internet. Vale à pena baixá-los e testá-los antes de optar por comprar um deles. Afinal, os programas de áudio são como instrumentos musicais, cada pessoa se adapta melhor a um modelo. Uma coisa que diferencia um programa do outro (e também os seus preços) é a capacidade de agregar "plug ins". E hoje há "plug ins" para tudo. Desde bibliotecas de timbres até emuladores de instrumentos famosos, como um Moog. Pense bem, compare os produtos e se torne o senhor do seu som. (GW) Revolução nas ondas do rádio Tem gente que faz de tudo para tocar nas rádios, mas o músico Marcus Vinícius Deorristte dos Santos, 27, da banda ACC (Acima do Céu Cinzento) foi longe demais. Na última quarta, munido de um revólver, o roqueiro invadiu o estúdio da Rádio Atlântida FM, em Porto Alegre, e manteve o locutor Márcio Paz como refém por mais de uma hora. Ele exigiu de Paz que colocasse no ar todo o CD do grupo, "Fases da Vida", e ainda repetisse algumas faixas. No final, ele se rendeu à polícia e foi preso.

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