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Segunda-feira, 05 de Fevereiro de 2018, 18h:31

MINISTÉRIO

Cristiane quer pressa do STF sobre posse

Se sendo alvo de um julgamento político a deputada pediu celeridade à presidente do STF. 'Está nas mãos de Deus', disse Jefferson sobre indicação da filha

DANIEL CARVALHO e GUSTAVO URIBE
Da Folhapress – Brasília
Impedida de tomar posse como ministra do Trabalho por uma sucessão de decisões judiciais, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) disse ontem que está sendo alvo de um julgamento político e pediu celeridade à presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia. A ministra do STF suspendeu temporariamente a posse de Cristiane no dia 22 de janeiro e não voltou a se manifestar até o momento. "Venho sofrendo uma campanha difamatória que busca impedir minha posse no Ministério do Trabalho. Peço, respeitosamente, à ministra Cármen Lúcia que julgue o mais rápido possível essa questão, baseada na existência de duas ações trabalhistas que tive no passado", disse Cristiane em nota. Ela disse não ter mais dívidas com a Justiça do Trabalho e afirmou que está sendo julgada politicamente. "Não devo mais nada à Justiça Trabalhista. Estou sendo julgada política e não juridicamente. Tenho a ficha limpa. Mas, infelizmente, o meu julgamento superou essa esfera. Preciso que o STF decida essa questão, para que eu possa seguir minha vida política", afirmou a deputada que disse ainda que seguirá "não poupando esforços" para provar que não cometeu "nenhuma ilicitude". NOVAS DENÚNCIAS O desgaste de Cristiane Brasil aumentou no fim de semana com a divulgação de novas denúncias contra ela. Primeiro, foi divulgado que ela é investigada por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010. O inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Rio em 2010 a partir de uma denúncia anônima, segundo a qual pessoas que trabalhavam para ela teriam pagado traficantes de Cavalcanti, bairro da zona norte do Rio, para ter? Direito exclusivo de fazer campanha na região? A informação foi publicada pelo jornal "O Estado de S. Paulo" e confirmada pela Folha de S.Paulo. Depois, reportagem do "Fantástico", da TV Globo, mostrou o áudio de uma reunião comandada por Cristiane Brasil em que ela pressiona servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro a buscar votos para sua campanha eleitoral. JEFFERSON Com a revelação de mais denúncias contra a sua filha Cristiane Brasil, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, disse que a indicação dela para o Ministério do Trabalho "está nas mãos de Deus". "Não falo mais sobre o assunto", disse à reportagem quando perguntado se manteria a decisão de indicar a deputada federal. No sábado, no entanto, ele defendia abertamente a nomeação da filha e ressaltava que ela não sairia do episódio como "bandida". A mudança de postura também ocorreu no Palácio do Planalto. O aumento do desgaste sofrido pela parlamentar fez com que auxiliares presidenciais passem a avaliar, em conversas reservadas, a possibilidade de nomeação de outro nome do PTB. Para eles, o tema, que antes era discutido apenas na esfera trabalhista, ganhou maior gravidade com a revelação de que a parlamentar é investigada por suspeita de associação ao tráfico de drogas durante a campanha eleitoral de 2010. SUBSTITUIÇÃO A aposta do entorno do presidente é de que o próprio Roberto Jefferson desista da indicação para evitar que a filha seja alvo de novas acusações, que poderão afetar a sua reeleição ao cargo. O principal nome discutido na bancada do partido, caso a deputada federal desista do cargo, é o de Alex Canziani (PR). Apesar da mudança de percepção na equipe presidencial, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, saiu em defesa da parlamentar ontem. Segundo ele, o governo federal continuará a insistir na nomeação dela junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) e não solicitará ao PTB que faça outra indicação. Na opinião dele, "não existe nada que efetivamente denigra o nome da parlamentar". "Há momentos em que um governo deve se dispor a fazer aquilo que não é mais fácil, mas o que é necessário", disse. Cristiane foi condenada por dívidas trabalhistas, e a Justiça Federal em Niterói (RJ) suspendeu sua posse sob o argumento de que ela não atende ao requisito de moralidade administrativa para o cargo.

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