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Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 20h:21

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Empossados prometem mais austeridade

JOÃO PEDRO PITOMBO

Antevendo um cenário econômico difícil para 2015, os novos governadores tomaram posse ontem com um discurso de austeridade e combate ao desperdício de recursos públicos. A perspectiva de frustração de receitas, tanto em arrecadação própria como em repasses federais, levou os gestores a anunciarem um ano de aperto financeiro e de ajuste fiscal. Com perspectiva de perda de cerca de R$ 2 bilhões este ano em recursos dos royalties do petróleo, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), anunciou cortes em gastos com gratificações e despesas operacionais. No Distrito Federal, onde o rombo é estimado em R$ 3,8 bilhões, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) defendeu um pacto para recuperar as finanças. Brasília não pode continuar sendo identificada pela corrupção, desmandos, ineficiência da gestão pública, disse Rollemberg. O governador Pedro Taques (PDT), de Mato Grosso, anunciou a extinção de 2.000 cargos comissionados e prometeu cortar gastos combatendo a corrupção e gastando apenas o necessário. Já o governador da Bahia, Rui Costa (PT), prometeu melhorar a gestão e economizar recursos para investir. Ele afirmou não crer em repasses voluntários da União -principal fonte para investimentos- no primeiro semestre do ano. Em consonância com o principal lema dos protestos de junho de 2013, os governadores prometeram serviços públicos de melhor qualidade e foco em áreas prioritárias como educação, saúde e segurança pública. Prometendo medidas duras para restabelecer o equilíbrio fiscal, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), afirmou que vai cortar os gastos ruins e supérfluos em sua gestão. CLIMA DE TENSÃO Nos Estados em que a faixa foi transmitida a um governador da oposição, a posse foi marcada por um clima de tensão. Em Minas Gerais, o governador Fernando Pimentel (PT) prometeu fazer um balanço das gestões tucanas no Estado -incluindo os sete anos de gestão de Aécio Neves (PSDB), derrotado na disputa presidencial de 2014. O petista afirmou que o Estado sempre foi governado de forma antiquada e de dentro dos gabinetes. E, sem citar Aécio nominalmente, o criticou com um de seus motes da campanha: Minas Gerais não tem dono, não tem rei, não tem imperador. Na transmissão do cargo no Rio Grande do Sul, petistas e peemedebistas trocaram vaias no Palácio Piratini. Já no Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) recebeu a faixa do presidente da Assembleia Legislativa - a ex-governadora Roseana Sarney renunciou no início de dezembro alegando problemas de saúde. A cena se repetiu no Amapá, onde o ex-governador Camilo Capiberibe (PSB) não compareceu à posse de seu sucessor e desafeto Waldez Góes (PDT). Colaborou PORTO ALEGRE, BELO HORIZONTE, RIO DE JANEIRO, BRASÍLIA e CUIABÁ

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