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BRASIL
Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018, 18h:05

Ocupação em favelas no Rio não será permanente

SÉRGIO RANGEL e LUCAS VETTORAZZO
Da Folhapress – Rio
Interventor federal na Segurança Pública, general Walter Braga Netto disse na manhã de ontem que o "Rio é um laboratório para o Brasil" no que diz respeito ao uso de forças federais no combate à criminalidade. Braga Netto explicou, no entanto, que as Forças Armadas não irão substituir as polícias. A intervenção manterá as ações de cercos a favelas, mas o trabalho de investigação, prisões e incursões continuará a cargo das polícias. Segundo o general, durante os dez meses em que irá vigorar a intervenção, não há previsão de ocupações permanentes de favelas, a exemplo do que ocorreu na Maré em 2013 e 2014. Braga Netto participou de uma entrevista à imprensa nesta terça-feira para apresentar detalhes e o novo titular da pasta de Segurança Pública do Estado, o general Richard Fernandes Nunes. Muito aguardada, já que há uma semana se especulam os rumos da intervenção, a entrevista durou exatos 30 minutos. Com respostas superficiais e breves, os militares responderam nove perguntas dos jornalistas, deixando diversos questionamentos sem resposta. Foi realizado um cadastro prévio das perguntas a serem feitas pela imprensa. Braga Netto disse que o objetivo da intervenção neste momento seria recuperar a chamada "capacidade operativa das polícias", com investimentos na estrutura de pessoal e logística das corporações. As áreas de inteligência também receberão reforço e serão integradas a do Comando Militar do Leste. Haverá reforço ainda das corregedorias. Segundo o general, a intervenção é uma "janela de oportunidade para superar gargalos na segurança pública". Braga Netto, no entanto, não divulgou qual será o investimento disponível para reformular e equipar as duas polícias. A Polícia Civil do Rio conta com 9,5 mil policiais, enquanto na PM são 45,7 mil na ativa. Nos poucos momentos em que falou, o novo secretário de Segurança, o general Richard Fernandez Nunes, deu poucos detalhes dos próximos passos da intervenção. Segundo Nunes, as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) passarão por "redirecionamento de ações". Ontem, o Exército realizou uma nova operação na Vila Keneddy, na Coreia e na Vila Aliança, na zona oeste. As comunidades são vizinhas. Militares retiraram barreiras para permitir a entrada de blindados militares. Até o final de semana, o Exército e as polícias do Rio deverão realizar uma operação para combater o narcotráfico local.

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