NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 11 de Novembro de 2019
BRASIL
Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2018, 18h:04

SEGURANÇA

Presidente não descarta novas intervenções

Na posse do novo ministro da Segurança Pública, Temer disse que irá se reunir amanhã com governadores para discutir medidas de redução da violência

GUSTAVO URIBE e RUBENS VALENTE
Da Folhapress – Brasília
Sem citar Estados, o presidente Michel Temer (MDB) não descartou ontem a possibilidade de decretação de novas intervenções federais na segurança pública. Na posse do novo ministro da Segurança Pública, o emedebista disse que irá se reunir amanhã com governadores do país para discutir medidas de redução da violência. "Eu chamei os senhores governadores para fazermos uma reunião, e, pontualmente, vamos verificando caso a caso", disse. Segundo ele, possíveis novas intervenções serão de responsabilidade da nova pasta, que foi assumida ontem pelo ministro Raul Jungmann. Em discurso durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente disse que o governo federal não atuará apenas no Rio de Janeiro, uma vez que uma ajuda federal é solicitada em todo o país. Para ele, a intervenção federal é "democrática" e "civil". O interventor escolhido, no entanto, é o general Braga Netto, um militar, assim como o novo secretário estadual de Segurança Pública. "A intervenção é parcial e democrática, porque é amparada pela Constituição Federal. E é uma intervenção civil, que enaltece o diálogo e despreza o autoritarismo", disse. Ele afirmou ainda que não será possível "erradicar toda a insegurança do país de um dia para o outro" e pediu o engajamento da sociedade civil no controle da criminalidade. No discurso, elogiou as Forças Armadas e disse que, além de combater a criminalidade, é preciso dar soluções aos problemas sociais nas comunidades do Rio de Janeiro. Ele afirmou que pediu estudos para a liberação de verba federal à cidade do Rio de Janeiro para investimentos nas favelas, solicitação feita ontem pelo prefeito Marcelo Crivella. Presente na cerimônia, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), rechaçou uma intervenção em seu Estado, que vem sofrendo com o aumento da criminalidade. Segundo ele, a situação no Ceará "está sob controle". "Não há nenhum motivo ou justificativa para qualquer pensamento sequer sobre intervenção no Ceará", afirmou o senador. "Seria oportunismo eleitoral insistir nessa ideia", completou. VIDA POLÍTICA Na cerimônia, o presidente afirmou ainda que não é porque assumiu o governo federal há quase dois anos que abandonou a vida política. Em meio à possibilidade dele se lançar candidato à reeleição, ele disse que se sente cada vez mais "entusiasmadamente inserido" na vida política. "Eu passei 24 anos no Poder Legislativo e não abandonei a vida política. Nela, eu me encontro entusiasmadamente inserido", disse. A criação da pasta faz parte de estratégia do presidente de formar uma bandeira eleitoral na área da segurança pública e de se antecipar ao pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Geraldo Alckmin, que prometeu instituir a pasta se eleito. AUSÊNCIA Contrário à criação de novas pastas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não participou da cerimônia. Ele também foi inicialmente contra a intervenção federal no Rio de Janeiro. Segundo a reportagem apurou, Maia justificou a ausência a uma séria de compromissos pela manhã. Na agenda oficial, contudo, só foi registrada uma reunião às 10h30. Temer chegou a cogitar instituir o novo ministério por meio de decreto presidencial, sem passar pelo Congresso, mas recuou com receio de contrariar Maia e Eunício, que seriam excluídos do processo. Mesmo considerando a reeleição, Temer pediu cautela a seus assessores mais entusiasmados para esperar possíveis resultados eleitorais que possam decorrer da criação da pasta e da intervenção federal. A expectativa é a de que as ações melhorem os baixíssimos números de popularidade do governo - hoje, apenas 6% da população consideram a gestão Temer boa ou ótima. O presidente e seus principais auxiliares estavam insatisfeitos com a atuação do ministro da Justiça, Torquato Jardim, até então responsável pelo comando da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e do Departamento Penitenciário. Apesar de ser amigo do presidente, Torquato tem pouco traquejo político, é considerado muito centralizador pelos parlamentares e tem sido cada vez mais alijado do núcleo decisório do governo.

Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.



ENQUETE
A quem interessa a rixa entre o governador Mauro Mendes e o prefeito Emanuel Pinheiro?
Ao governador do Estado
Ao prefeito da Capital
Aos grupos políticos que miram as eleições de 2020
Isso só prejudica a população em geral
PARCIAL