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Cuiabá MT, Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
BRASIL
Quinta-feira, 28 de Novembro de 2019, 15h:54

POLÊMICA

Referências à ditadura militar são recorrentes entre a família Bolsonaro e integrantes do governo

Referências ao AI-5 e à ditadura militar são recorrentes entre a família Bolsonaro e integrantes do governo federal. Em entrevista coletiva nos Estados Unidos na segunda-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se referiu ao chamado do ex-presidente Lula, no último dia 9, para que a população seguisse o exemplo do Chile e da Bolívia, de “lutar, resistir”. E disse que as pessoas não deveriam se assustar se “alguém pedir o AI-5”. Ele não foi o primeiro aliado do presidente a falar sobre o Ato Institucional número 5, que fechou o Congresso e deu mais poderes ao presidente durante a ditadura militar. Em entrevista, em outubro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, afirmou que se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5” . Eduardo analisava a sucessão de protestos no Chile quando fez a afirmação. Também foi do parlamentar a polêmica sobre um eventual fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma palestra antes do primeiro turno das eleições presidenciais do ano passado, Eduardo Bolsonaro disse que "para fechar" o STF bastam "um cabo e um soldado". A declaração provocou reações contrárias no Congresso e no Judiciário. Já o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), irmão de Eduardo,  publicou em uma rede social, em setembro, postagem na qual afirmava que a transformação que o Brasil quer não será rápida por  vias democráticas. Após reação negativa, o vereador argumentou em novo post no Twitter que sua expressão quis dizer "por vias democráticas as coisas não mudam rapidamente". E completou dizendo que isso "É um fato. Uma justificativa aos que cobram mudanças urgentes". Em seguida, disse que os jornalistas espalham que ele defende a ditadura e os chamou de "Canalhas!". Em julho, o presidente Jair Bolsonaro falou por duas vezes sobre o desaparecimento na ditadura militar de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, pai do atual presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz. As declarações levaram a manifestações de protesto da sociedade civil. “Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, eu conto para ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Eu conto para ele. Não é a minha versão, é que a minha vivência me fez chegar a essas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco, tá ok? Veio desaparecer no Rio de Janeiro”, afirmou. Bolsonaro deu a declaração quando falava sobre o processo judicial que considerou Adélio Bispo, o autor do atentado contra ele em 2018, inimputável, ou seja, que não pode ser punido criminalmente porque sofre de transtorno delirante persistente. Durante outra polêmica, em março, presidente Jair Bolsonaro determinou ao Ministério da Defesa que realizasse comemorações pelos 55 anos do golpe de 31 de março de 1964. Durante 21 anos não houve eleição direta para presidente, o Congresso chegou a ser fechado, parlamentares tiveram mandados cassados e houve censura à imprensa. Desde que assumiu o Palácio do Planalto, o presidente fez várias menções em público ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, militar que chefiou entre setembro de 1970 e janeiro de 1974 o DOI-Codi em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura. No período, foram registradas ao menos 45 mortes e desaparecimentos forçados, segundo a Comissão Nacional da Verdade. Durante um encontro com estudantes que o esperavam na portaria do Palácio da Alvorada, Bolsonaro chegou a dizer que a professora "de esquerda" dos jovens deveria ler o livro sobre o ex-chefe do DOI-Codi. Ustra morreu em 2015. Já o ex-ministro da Educação Ricardo Vélez Rodríguez, exonerado em abril, protagonizou decisões duramente criticadas, como a revisão dos livros didáticos sobre o golpe e a ditadura militar, além de uma orientação para que as escolas filmassem os alunos cantando o hino.


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