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Cuiabá MT, Domingo, 17 de Novembro de 2019
BRASIL
Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2018, 18h:19

Reforma não é nenhum bicho papão

GUSTAVO URIBE e JOÃO PEDRO PITOMBO
Da Folhapress – Brasília
O presidente Michel Temer afirmou ontem que a reforma previdenciária não é "nenhum bicho papão" e reconheceu que ela enfrenta certa resistência na sociedade brasileira. Em cerimônia de assinatura de contratos do pré-sal, ele disse, no entanto, que caso a proposta seja aprovada, a população irá sentir os efeitos positivos da mudança nas aposentadorias e irá aplaudi-la. "Toda vez que você fala em reforma, inicialmente, há uma certa resistência, mas logo depois as pessoas veem que não é nenhum bicho papão, que deu para melhorar o país e, logo depois, é aplaudida", disse. Em discurso, ele afirmou ainda que tem seguido a recomendação de um publicitário e falado sobre a reforma previdenciária em todas as oportunidades, inclusive quando perguntam seu time de futebol e seus artistas favoritos. "Se perguntarem qual seu time de futebol, você diz que é o São Paulo, mas lembra que, na questão previdenciária, o São Paulo tem tido tais e tais providências. Se perguntarem os artistas favoritos, citar dois ou três e dizer do aspecto previdenciário", afirmou. Segundo ele, agora é o momento mais adequado de aprovar as mudanças na aposentadoria, já que é "angustiante" a situação previdenciária de algumas unidades da federação, que acumulam dívidas. "Quando pedimos voto no Congresso Nacional, nós estamos pensando no país. Para aprovar a reforma, é o futuro do país que está no foco", disse. Presente no evento, o líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá (MDB-RR), disse ter a expectativa de que a proposta seja aprovada em fevereiro. Para ele, o Palácio do Planalto deve avaliar apenas no mês que vem se colocará em votação mesmos em ter os votos necessários. Para ele, a popularidade do presidente deve melhorar com a percepção da população sobre a melhora econômica. Segundo pesquisa Datafolha, 70% da sociedade reprova a gestão do emedebista. o e no Rio de Janeiro. ENTREVISTA O presidente Michel Temer (MDB) afirmou ontem que parte da rejeição ao seu governo acontece porque as pessoas "não vão com a sua cara" e pediu que os eleitores façam uma "análise fria" de sua gestão. "Às vezes, as pessoas não vão com a minha cara. Dizem 'não vou com a cara desse Temer'. Não tem problema. O problema é analisar de maneira fria o que está sendo feito no meu governo. Pegamos uma recessão medonha", disse Temer. As declarações foram dadas em entrevista à Rádio Metrópole, da Bahia, e seguem a estratégia do presidente de tentar melhorar sua imagem e a de seu governo. Desde a última semana, Temer participou de programas populares de televisão e rádio. Na entrevista, concedida ao radialista e ex-prefeito de Salvador Mário Kértesz, Temer elencou as reformas e principais projetos aprovados em sua gestão e afirmou que não há motivos para partidos aliados deixem o governo. Disse que siglas como o DEM -que ensaia um afastamento- devem "desfrutar dos bons frutos" de sua gestão. O presidente voltou a afirmar que não tolerará denúncias e acusações contra ele e que "está combatendo" a imagem de que esteja "envolvido em falcatruas". "Este ano, não vou tolerar acusações de que estou envolvido em falcatruas. Estou combatendo isso. São acusações falsas. As pessoas que disseram isso estão na cadeia ou desmoralizadas", disse o presidente, repetindo declaração feita em entrevista à Folha de S.Paulo em 20 de janeiro.

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