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Cuiabá MT, Quinta-feira, 27 de Junho de 2019
BRASIL
Quinta-feira, 11 de Abril de 2019, 08h:42

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Rejeição diminuiu desde 2017, diz secretário

THIAGO RESENDE
Da Folhapress – Brasília
Ao comentar a pesquisa Datafolha que apontou que 51% dos brasileiros são contrários à reforma da Previdência, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse que, nos últimos dois anos, a rejeição ao assunto diminuiu. "Boa parte da sociedade se apropriou desse tema", afirmou Marinho, em entrevista, na quarta-feira, à rádio Eldorado. O secretário fez uma comparação com os dados levantados pelo Datafolha em 2017, quando a 71% dos brasileiros rejeitavam a proposta de mudanças nas regras de aposentadorias apresentada pelo ex-presidente Michel Temer. Para convencer a população sobre a necessidade de uma reforma da Previdência a fim de ajustar as contas públicas, o governo "fará a sua parte", segundo Marinho, e continuará a promover uma campanha de esclarecimento. Ele acredita ainda que os debates no Congresso ajudarão a sociedade a entender a proposta. Em fevereiro, o presidente Jair Bolsonaro enviou ao Congresso a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que altera as regras de aposentadorias. O texto ainda tem que ser aprovado pelos parlamentares para passar a valer. No começo do ano, a equipe econômica esperava que a proposta fosse aprovada pela Câmara e pelo Senado até julho. A PEC ainda está na primeira etapa da Câmara - a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Depois, será analisada por uma comissão especial e, posteriormente, pelo plenário. "A partir dessa discussão [na comissão especial] a própria dinâmica do Parlamento é que definirá o calendário. Mas eu não vejo razão para que não aconteça pelo menos a votação na Câmara no primeiro semestre", afirmou Marinho. O secretário voltou a defender a troca do regime previdenciário atual pelo sistema de capitalização, no qual cada trabalhador faz a própria poupança para bancar a aposentadoria. Na semana passada, Bolsonaro declarou que a ideia de se criar a capitalização não é essencial neste momento.

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