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BRASIL
Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2018, 18h:05

INTERVENÇÃO

Temer rebate Lula e nega sentido eleitoral

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o presidente Michel Temer (MDB) usa a intervenção militar no Rio para "se cacifar" na eleição deste ano

GUSTAVO URIBE e CAROLINA LINHARES
Da Folhapress – Brasília
O presidente Michel Temer rebateu ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que a intervenção federal no Rio de Janeiro não foi motivada por interesses eleitorais. Em nota, o emedebista afirmou que não seguirá em busca de "aplauso fácil", que a agenda eleitoral "não é e nem será causa" das ações governamentais e que a iniciativa no Rio de Janeiro não tem "significação eleitoral". "O presidente reitera que toda e qualquer decisão do governo é regida exclusivamente para as reais necessidades do país. A agenda eleitoral não é nem será causa das ações do governo", disse. Na manhã de ontem, Lula afirmou que Temer quer realizar a intervenção federal para avançar sobre "o nicho de eleitores" do pré-candidato presidencial Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Segundo o petista, a ação é uma tentativa de "mudar a pauta" e falar "somente de segurança pública". "Temer quer pegar os votos do Bolsonaro e inventou esse de colocar o Exército no Rio de Janeiro. O militar não é preparado para lidar com bandido, mas com inimigo de outro país", disse. No mesmo posicionamento, Temer desautorizou o seu marqueteiro, Elsinho Mouco, um dos principais entusiastas de sua candidatura à reeleição. FICHAS Em coluna do "O Globo", Elsinho disse que o presidente "já é candidato" e "apostou todas as fichas na intervenção federal" do Rio de Janeiro. Segundo o emedebista, assessores e colaboradores "não falam e não têm autorização para falar em nome do presidente da República". A declaração do marqueteiro irritou o presidente, o que levou o publicitário a emitir uma nota à imprensa ressaltando que nunca falou em nome do governo e que se trata de uma opinião pessoal. O foco na segurança pública faz parte de estratégia para endurecer a imagem do presidente, na tentativa de reduzir a sua impopularidade e viabilizá-lo para uma candidatura à reeleição presidencial. Segundo pesquisas internas do MDB, a segurança pública é um dos temas que mais preocupam a população brasileira para a campanha eleitoral deste ano. LULA O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o presidente Michel Temer (MDB) usa a intervenção militar no Rio de Janeiro para "se cacifar" na eleição deste ano. "Ele inventou a questão da segurança. Está pensando com isso em se cacifar para ser presidente", disse Lula, ressaltando que a pauta da segurança pública tem apoio da população enquanto a Reforma da Previdência não tinha. "Jogaram na nossa cabeça pra discutir intervenção e segurança pública. O povo quer segurança, mas o Exército não foi feito pra isso". Lula disse ainda que Temer "quer pegar os votos" do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), presidenciável ligado às causas de segurança. "Temer quer tentar entrar no jogo", disse. Lula visitou o acampamento Maria da Conceição, do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), em Itatiaiuçu (MG), a 60 km de Belo Horizonte. O ex-presidente estava acompanhado do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), e de deputados e dirigentes petistas. Pimentel prometeu regularizar o acampamento, que classificou como "uma vitória", e também criticou a intervenção militar no Rio de Janeiro. "Aqui não vai ter intervenção. Quem cuida de Minas Gerais são os mineiros", disse. Pimentel, que concorrerá à reeleição, defendeu a candidatura de Lula. "Assim como a esperança venceu o medo em 2002, agora em 2018 a esperança vai vencer a injustiça." Cercado por militantes do MST e da CUT, o ex-presidente passou pelo armazém, horta e escola do local antes de discursar. Foi recebido por crianças e ganhou abraços e beijos de senhoras. Inaugurado em março do ano passado, o acampamento do MST tem cerca de 700 famílias e ocupa uma área de 400 hectares pertencente à MMX, empresa de mineração de Eike Batista. O MST mantém ainda outro acampamento em terras da MMX em São Joaquim de Bicas, região metropolitana de BH. As duas fazendas em breve serão alienadas para cobrir dívidas da empresa, que já teve seu plano de recuperação aprovado por credores. Lula está em Belo Horizonte para o evento de lançamento da sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, marcado para 18h. Ele chegou na terça (20) à capital mineira e jantou com Pimentel. O ato, que inicialmente aconteceria no início do mês, foi marcado após a divulgação da pesquisa Datafolha que coloca o petista como favorito na corrida ao Planalto mesmo após a confirmação da sua condenação pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). Nesta manhã, o petista deu entrevista à rádio Itatiaia e defendeu para sua chapa como vice o nome do empresário Josué Alencar (MDB), filho do vice-presidente da gestão Lula, José Alencar.

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