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Cuiabá MT, Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
CIDADES
Sexta-feira, 17 de Maio de 2019, 01h:50

AGROTÓXICOS

Águas Cuiabá entrega laudos referentes à análises de água

Laudos referentes à qualidade da água potável distribuída em Cuiabá entre os anos de 2014 e 2017 foram entregues pela Concessionária Águas Cuiabá ao Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT). A medida atende à solicitação feita pela 17ª Promotoria de Justiça de Defesa Ambiental, da Ordem Urbanística e do Patrimônio Cultural da capital. A Águas Cuiabá assumiu o serviço de água e esgoto da capital em 2017, com a responsabilidade de atender a uma população de 580 mil pessoas.

A resposta da concessionária foi protocolada no MP-MT, na quarta-feira (15). Nesta semana, o Ministério Público informou que abriu um procedimento preparatório para apurar a presença de 27 tipos de agrotóxicos na água fornecida pela rede pública da cidade. Conforme divulgado pelo DIÁRIO, do total, 21 têm o uso proibido pela União Europeia e 11 deles estão associados a doenças crônicas como o câncer, defeitos congênitos e distúrbios endócrinos.

Conforme a Águas Cuiabá, a documentação comprova que a água distribuída por meio da rede pública da capital mato-grossense obedece a todas as normas fixadas pelo Ministério da Saúde (MS) e está livre da contaminação por agrotóxicos. Semestralmente, a concessionária realiza análises físico-químicas e protocola os resultados, assim que disponíveis, no banco de dados do Sisagua, um sistema do Ministério da Saúde (MS) que concentra informações sobre a água distribuída no país.

No que se refere à verificação da presença de agrotóxicos, 27 itens são analisados. Por ano, esta aferição totaliza 236 testes. Os procedimentos seguem as determinações contidas na Resolução 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e na Portaria de Consolidação 5/2017, do Ministério da Saúde.

Por meio da assessoria de imprensa, a concessionária informou que são analisadas amostras de água recolhidas nas unidades de captação e nas saídas das estações de tratamento (ETAs). Para a realização do serviço, a empresa contrata o laboratório ASL Eurofins. A realização dos testes nas unidades da Águas Cuiabá custa, anualmente, cerca de R$ 1 milhão.

“Nosso foco diário é entregar água de qualidade às famílias cuiabanas. Todos nós, gestores e colaboradores da Águas Cuiabá, temos respeito e zelo pelo nosso trabalho e, sobretudo, por nossos clientes. Por isso nos prontificamos a responder aos questionamentos da Promotoria Ambiental o mais rapidamente possível, para que a população de nossa cidade tenha a certeza que a água da rede pública de abastecimento está dentro dos padrões legais de potabilidade e é apropriada ao consumo humano”, disse o diretor geral da Águas Cuiabá, Luiz Fabbriani.

A concessionária de saneamento básico ressalta que os equipamentos utilizados na realização dos testes são aferidos pelo Inmetro. “É fundamental frisarmos que a água fornecida pela rede de abastecimento de Cuiabá não está contaminada. A presença de agrotóxicos verificada em nossos testes e informada oficialmente por meio de lançamento de dados no Sisagua, mostra que os índices estão não somente dentro, mas, frequentemente, abaixo dos limites estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Fazemos questão de frisar isso porque quer dizer, tecnicamente e comprovadamente, que a água da rede pública de abastecimento e Cuiabá pode ser consumida com segurança”, pontuou Fabbriani. “Em Cuiabá, todos os elementos presentes na água estão abaixo dos valores máximos permitidos pelo Ministério da Saúde”, reforçou.

A Águas Cuiabá afirmou ainda que realiza, por ano, além das análises semestrais determinadas pelo Ministério da Saúde, cerca de 600 mil testes ao longo do sistema de tratamento de água. A água é analisada tanto nas estações de tratamento quanto ao longo da rede de distribuição e em cavaletes (estrutura que liga a unidade consumidora à rede de abastecimento) localizados nos mais diferentes pontos da cidade.

Os relatórios de qualidade da água são entregues, mensalmente, aos organismos de controle, como a Vigilância Sanitária, agência reguladora, Prefeitura Municipal e Ministério Público. Já o relatório anual de qualidade da água pode ser conferido no site da concessionária. 


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