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CIDADES
Sexta-feira, 02 de Fevereiro de 2018, 18h:34

BENEDITO FIGUEIREDO

Motociclistas desrespeitam interdição

Ponte está interditada desde dezembro do ano passado, quando a prefeitura decretou situação de emergência

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Câmeras de segurança da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) flagraram motociclistas retirando os blocos de concreto ou gelos baianos colocados pouco antes da Ponte Benedito Figueiredo, na Avenida Engenheiro Quidauguro da Fonseca, em Cuiabá, para impedir o tráfego de veículos no local por conta do desmoronamento de terra em uma das cabeceiras da estrutura. Até ontem pela manhã, os envolvidos ainda não tinham sido identificados. Porém, a Semob informou que a notificação dos infratores será possível uma vez que os equipamentos conseguem filmar a placa dos veículos. A infração é considerada grave, prevê cinco pontos na carteira nacional de habilitação (CNH) e multa de R$ 195,23, conforme artigo 209 do Código Brasileiro de Trânsito (CTB), que trata sobre a transposição, sem autorização, de bloqueio viário com ou sem sinalização ou dispositivos auxiliares. A ponte está interditada desde dezembro do ano passado, quando a prefeitura decretou situação de emergência devido ao risco de novos deslizamentos. Já, no início de janeiro deste ano, a empresa Conenge Construção Civil Ltda., contratada de forma emergencial pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid), deu início à obra de reconstrução da cabeceira. O prazo para conclusão dos é trabalho de 90 dias. De acordo com a Semob, a flagra feito pelas câmeras ocorreu na última quinta-feira (01), o que mostra os próprios condutores, neste caso, motociclistas se colocando em perigo. No vídeo, é possível ver quatro homens, três deles com capacete, removendo os blocos. Segundo depois, outros quatro motociclistas descem de suas motos e se aproximam para ajudar na remoção dos gelos baianos. No decreto prevendo a situação de emergência, o prefeito alertou sobre possível calamidade pública na região afetada e que a erosão na cabeceira da estrutura poderá trazer como consequência, danos humanos e materiais à população atingida, o que representa mais de 220 mil pessoas, diretamente e indiretamente. “Considerando que esse desastre poderá trazer como consequência, danos humanos e materiais à população afetada, atingindo aproximadamente 73.898 pessoas diretamente e 158.491 pessoas indiretamente, além de prejuízos econômicos no comércio na ordem de 30% (trinta por cento) de lucro cessante, conforme declaração da Secretaria Municipal de Trabalho e Desenvolvimento Econômico”, apontou o documento da prefeitura. A obra de reconstrução da ponte está orçada em R$ 626,34 mil. Entre os itens previstos na obra estão a estabilização da margem esquerda da cabeceira da ponte com a utilização de gabiões caixa (tipo de estrutura armada, flexível, drenante e de grande durabilidade e resistência) e o reaterro compactado da área.

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