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Terça-feira, 06 de Fevereiro de 2018, 18h:14

FEBRE AMARELA

Não há registro de casos urbanos

Não há registro confirmado de febre amarela urbana no Brasil. A informação foi reforçada, ontem por meio de nota, pelo Ministério da Saúde (MS), que esclareceu ainda que todos os casos da doença registrados desde 1942 são silvestres, inclusive, as notificações atuais que vêm ocorrendo em algumas regiões, especialmente, no sudeste do país. Isso significa que a febre amarela vem sendo transmitida por vetores que existem em ambientes de mata (mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). Em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Saúde (Ses/MT) garante que não há nenhuma notificação da doença. A preocupação em fazer o esclarecimento decorre do caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP), que segundo o MS, está sendo investigado, o que inclui o histórico do paciente e captura de mosquitos para identificar a forma de transmissão na região. “Deve ser observado que o paciente mora na região urbana, e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada. É importante informar que São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de fracionamento da vacina de febre amarela”, frisou. Conforme o MS, o que caracteriza a transmissão silvestre, além da espécie do mosquito envolvida, é que os mosquitos transmitem o vírus e também se infectam a partir de um hospedeiro silvestre, no caso o macaco. O MS garante que tem a segurança de que a probabilidade da transmissão urbana no Brasil é baixíssima por uma série de fatores, como todas as investigações dos casos conduzidas até o momento indicam exposição a áreas de matas; em todos os locais onde ocorreram casos humanos, também ocorreram casos em macacos; todas as ações de vigilância entomológica, com capturas de vetores urbanos e silvestres, não encontraram presença do vírus em mosquitos do gênero Aedes. Frisa também que já há um programa nacionalmente estabelecido de controle do Aedes aegypti em função de outras arboviroses (dengue, zika, chikungunya), que consegue manter níveis de infestação abaixo daquilo que os estudos consideram necessário para sustentar uma transmissão urbana de febre amarela. Além disso, há boas coberturas vacinais nas áreas de recomendação de vacina e uma vigilância muito sensível para detectar precocemente a circulação do vírus em novas áreas para adotar a vacinação oportunamente. (JD)

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