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CIDADES
Quinta-feira, 08 de Fevereiro de 2018, 17h:51

CRÉDITO PODRE

Polícia prende gerente do esquema de sonegação de ICMS

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
A Delegacia Fazendária cumpriu mandado de prisão contra a gerente financeira de uma das empresas investigadas na operação “Crédito Podre”, que resultou em 18 pessoas indiciadas no esquema de sonegação de mais de R$ 140 milhões em ICMS ao Estado de Mato Grosso. A primeira parte da investigação foi finalizada no dia 13 de dezembro com o encaminhamento do inquérito ao Poder Judiciário. De acordo com o delegado Sylvio do Vale, a gerente Keila Catarina de Paula teve o mandado de prisão cumprida na última sexta-feira (02), no Shopping Popular, em Cuiabá, onde tem uma banca. A prisão da envolvida somente foi divulgada agora, em razão de haver mais pessoas investigadas. Sylvio Vale informou que a gerente era responsável por efetuar todos os pagamentos e transferências da organização criminosa. Ela era gerente financeira da empresa Àpice Administradora e Gestão Empresarial Ltda., com sede no bairro Jardim das Américas. Conforme o delegado, no aprofundamento das investigações, após a operação, novas pessoas passaram a ser investigadas, levando a Delegacia Fazendária a representar pela prisão de outros envolvidos. Em dezembro do ano passado, 16 pessoas foram presas durante a operação, deflagrada pela Delegacia Fazendária. A ação investiga possíveis fraudes na comercialização interestadual de grãos. Os mandados foram cumpridos em cidades como Campo Verde, Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso, Barra do Garças. Também teve dois mandados nas cidades de Indaiatuba (SP) e São Paulo. Á época a estimativa era de que a quadrilha movimentou cerca de R$ 2,1 bilhões em notas fiscais frias, num esquema de fraudes na comercialização interestadual de grãos, em Mato Grosso. Mais de 30 empresas estão envolvidas no esquema, que gerou um prejuízo de mais de R$ 140 milhões em Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Estado. Entre os itens em que foram sonegados ICMS estão: milho, algodão, feijão, soja, arroz, milho, sorgo, painço, capim, girassol e niger. Os envolvidos no esquema respondem por organização criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documentos, uso de documento falso, uso indevido de selo público e sonegação fiscal. Delegado responsável pelas investigações, Sylvio do Valle Ferreira Júnior, informou que com os R$ 140 milhões sonegados pela organização criminosa, poderiam ser criados 753 leitos na UTI, 938 novas viaturas, 72 novas escolas e 1400 casas populares. O inquérito policial foi instaurado em fevereiro do ano passado. O esquema teria começado em 2012, no entanto se intensificou em 2016, o que chamou a atenção dos fiscais do órgão estadual. O líder da quadrilha foi identificado como Wagner Fernandes Keling. Ele seria o responsável por dividir tarefas na organização.

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