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Sábado, 03 de Janeiro de 2015, 13h:50

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Um legado de obras precárias e inacabadas

GUSTAVO NASCIMENTO

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), extinta no último dia 31 de dezembro, deixou um legado 85% das obras de mobilidade urbana inacabadas, 80% de todos os projetos incompletos, duas construções interditadas, outra correndo o risco de ser implodida e uma dívida de R$ 26 milhões para o governo. Nos últimos anos, a palavra legado se tornou muito presente na vida dos cuiabanos, pois ela era utilizada para justificar todo e qualquer problema que a cidade estava enfrentando com as obras da Copa do Mundo. Porém, passados seis meses do fim da Copa do Mundo e com a extinção da Secopa, secretaria criada especificamente para gerir os projetos da Copa, o legado apresentado foi muito aquém do esperado. Na conta do legado inacabado podem ser contabilizados os dois Centros Oficiais de Treinamento (COT), que tinham um uso específico para a Copa do Mundo, porém sequer chegaram a ser usados durante o Mundial, por falta de condições básicas para atender as equipes. De acordo com uma avaliação realizada pela equipe de transição do governador eleito, Pedro Taques, somente oito das 52 obras de mobilidade urbana da Grande Cuiabá foram entregues pela secretaria. O Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), carro-chefe das obras de mobilidade urbana, é uma das maiores preocupações do novo governo. A obra foi projetada para atender o público da Copa do Mundo, contudo sequer tem data certa para ser inaugurada. O projeto, orçado em R$ 1,47 bilhão, não conta com uma tecnologia apropriada no país para viabilizar a sua operação. O VLT também não conta com nenhum trecho operacional em funcionamento. INTERDIÇÕES – O saldo negativo ainda conta com duas obras interditadas por graves problemas estruturais e outra correndo o risco de ser demolida devido a falhas no projeto. O viaduto da Sefaz foi interditado após apresentar problemas estruturais. A obra chegou a funcionar por seis meses, porém diversas fissuras se formaram no viaduto e ele teve que ser interditado devido ao risco de desabamento. Situação semelhante ocorreu com o viaduto do Despraiado, que foi parcialmente interditado uma semana antes da inauguração devido ao desmoronamento de um morro na marginal do viaduto. Até o momento a obra permanece parcialmente interditada. No início de dezembro, após uma forte chuva, toda a região do viaduto da UFMT ficou completamente alagada. Na ocasião, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, chegou a afirmar que caso a Secopa não resolvesse os problemas de drenagem e de transito ocasionados pela obra, o local deveria ser implodido.

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