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Quinta-Feira, 01 de Janeiro de 2015, 20h:21

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Crimes à beira-mar

Coletânea Rio Noir traz novos contos para quem gosta de resolver mistérios sob o guarda-sol

Sangue, ação, detetives e mulheres fatais: com estes ingredientes, a literatura policial segue mantendo seu espaço cativo nas livrarias e galgando, ano a ano, um lugar sob os guarda-sóis de veranistas que não abrem mão de resolver um mistério à beira-mar. Melhor ainda se o crime em questão tiver como cenário a paisagem e a realidade social de uma das mais famosas cidades praianas do mundo, o Rio de Janeiro. É o caso de ‘Rio Noir’ (Casa da Palavra, 304 páginas, R$ 39,90), o mais novo candidato a disputar um cantinho entre o filtro solar e os óculos de sol na areia. A recém-lançada antologia de contos é organizada por Tony Bellotto, guitarrista dos Titãs e criador do detetive Bellini, presente em quatro de seus romances. Entre os 14 autores participantes, há uma boa seleção de cariocas: desde nomes consagrados no gênero (Luiz Alfredo Garcia-Roza e Luiz Eduardo Soares), até revelações (Raphael Montes e Alexandre Fraga) e escritores que não exercitam frequentemente a narrativa policial (Arnaldo Bloch e Adriana Lisboa). Mas também há espaço para os “estrangeiros”, como o paulista Marcelo Ferroni e o gaúcho Luis Fernando Verissimo, entre outros. Bellotto afirma que o Rio é ótimo cenário para as tramas: “Ao mesmo tempo que é a Cidade Maravilhosa, famosa por sua beleza, é também umas das mais violentas do planeta”. Verissimo, que entra na coletânea com uma história de amor e crime ambientada em Bangu, recomenda quatro mestres do gênero para quem quiser ir além de Rio Noir: “Qualquer livro do Raymond Chandler ou do Dashiell Hammett (dos antigos como eu), do John le Carré ou do Rubem Fonseca, entre os mais novos”. Para quem não dispensa a companhia de um bom livro policial nas férias, pedimos a Bellotto para listar cinco clássicos do gênero e complementamos com cinco lançamentos recentes. A investigação vai começar. Clássicos policiais indicados por Tony Bellotto - O Assassino em Mim, de Jim Thompson Definida pelo cineasta Stanley Kubrick como “a história mais perturbadora e verossímil narrada por uma mente criminosa”, trata do lado oculto de um homem da lei aparentemente exemplar. Lançado em 1952, ganhou uma versão cinematográfica em 2010. - Adeus, Minha Adorada, de Raymond Chandler Depois de passar oito anos na cadeia, um criminoso contrata o detetive Philip Marlowe para encontrar sua ex-namorada. O livro de 1940 conta com duas adaptações em Hollywood: Até a Vista, Querida (1944) e O Último dos Valentões (1975). - O Talentoso Ripley, de Patrícia Highsmith Lançado em 1955, narra a viagem à Itália do americano Tom Ripley, especialista em imitar pessoas, para buscar o filho de um milionário. Tem duas versões para o cinema: uma feita em 1959, com Alain Delon, intitulada O Sol por Testemunha; e outra, de 1999, com Matt Damon. - O Matador, de Patrícia Melo De 1995, conta a história de um pacato jovem da periferia de São Paulo que, repentinamente, torna-se um assassino. Foi adaptado para o cinema em 2003, com o título de O Homem do Ano. - O Labirinto Grego, de Manuel Vázquez Montalbán Neste romance de 1992, o erudito e melancólico detetive Pepe Carvalho percorre a cidade de Barcelona às vesperas da Olimpíada. Sua missão: encontrar o grego Alekos, grande amor de sua cliente Claire.

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