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Sexta-Feira, 02 de Janeiro de 2015, 21h:18

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Mauro e Pivetta ausentes e Pedro Taques mu...dança

Enock Cavalcanti

Na festa da posse, Orquestra de Mato Grosso encanta a platéia tocando com Hélio Flanders e Pescuma, Henrique e Claudinho. Adir Sodré fez quadro-exaltação para o governador.

Na festa da posse de Pedro Taques (PDT) como novo governador do Estado de Mato Grosso, houve espaço privilegiado para a Cultura, ritmada pela Orquestra de Mato Grosso, sob a batuta do maestro e novo secretário de Cultura, Leandro Carvalho. Os rumos do setor, todavia, ainda são uma incógnita, nesses primeiros dias de janeiro, quando só se fala do interesse de Taques em sanear as finanças do Estado. De qualquer forma, a impressão é que a moçada descontente, que, como que ritmada pela canção de Gilberto Gil quer mu-dança será atendida pelo novo mandatário estadual, pelo quanto à forma de gestão. O governador não cedeu à pressão da sua equipe de transição, comandada pelo prefeito de Lucas do Rio Verde e grande sojicultor Otaviano Pivetta (PDT) e manteve a secretaria de Cultura ativa, acrescentando ao secretário, servidor de carreira, a responsabilidade de cuidar também da pasta de Esportes. Alheio aos cortes propostos por Pivetta, Taques preferiu comandar a festa da mudança dançando com a esposa Samira Martins – em elogiado vestido rodado – no palco iluminado do Centro de Eventos do Pantanal. Pivetta viajou para tratar de negócios no exterior e acabou não prestigiando a noitada festiva de posse do seu protegido. Outra ausência notada foi a do prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), em vilegiatura por clínicas e hospitais de São Paulo, agora preocupado com a saúde de sua única filha. Com isso, enquanto o réveillon sacudia e agitava quase todas as capitais brasileiras, Cuiabá, sob a gestão de Taques, teve um fim de ano entregue às moscas, sem manifestações festivas e culturais de qualquer espécie. O réveillon popular consagrado em Cuiabá durante a gestão de Roberto França (DEM) como prefeito da capital é só um retrato na parede – e como dói. Restou a pequena retrata festiva, encenada durante a posse do novo governador, pela orquestra, por Leandro Carvalho, por Pescuma, Henrique e Cláudio e por Hélio Flanders, o cantor e compositor cuiabano que faz sucesso pelo Brasil e pelo mundo afora no comando da banda Vanguart. Flanders foi muito aplaudido cantando seus sucessos “Meu Sol” e “Mi Vida Eres Tu”, com grande acompanhamento sonoro dos músicos da orquestra. Quanto o trio Pescuma, Henrique e Claudinho começou a cantar houve quem ensaiasse uma pequena vaia para esses que, pelos anos afora, tem sido uma espécie de cantores oficiais da estruturas de poder de Mato Grosso que se renovam mas costumam privilegiar os mesmos cantores. No final, com seu costumeiro brilhantismo, o trio de cantores acabou calando os tímidos protestos e terminou sua apresentação nadando em aplausos sem fim, ao lado de sucessos como a canção de Moisés Martins que homenageia o fundador do Diário de Cuiabá, o radialista Alves de Oliveira: “A cidade vive dos que vivem nela/já dizia o grande locutor/sem eles qualquer cidade/seria um jardim faltando flor…” As apresentações culturais se encerraram com mais uma performance de pintura do aplaudido artista Adir Sodré. Para deleite do governador, Sodré caprichou no realismo do tipo soviético e fez um quadro em que Pedro Taques se agiganta em meio às tradicionais flores que marcam os quadros do pintor. Vai para o trono ou não vai?

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