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Sexta-Feira, 02 de Janeiro de 2015, 20h:34

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BC vai manter leilões de dólares, mas valores caem

Diante da pressão de alta do dólar registrada nesta reta final de ano, o Banco Central oficializou no último dia 30, a manutenção do seu programa de intervenções diárias no mercado de câmbio, mas cortou pela metade a ração de leilões ofertada diariamente, que vai cair dos atuais US$ 200 milhões para US$ 100 milhões a partir de 2 de janeiro de 2015. Além disto, o BC decidiu também cortar pela metade o prazo de renovação do programa de venda de contratos do chamado swap cambial (equivalente a uma venda futura de dólar), que vai vigorar até 31 de março. Até então, ele era sempre renovado por seis meses desde que foi criado, em 22 de agosto de 2013. A avaliação de analistas do mercado é que o BC optou pelo caminho do meio. Em vez de extinguir o programa de venda de contratos de proteção cambial, como chegou a sugerir, optou por mantê-lo, mas em dose menor tanto de contratos como de prazo. Ou seja, a equipe de Alexandre Tombini estaria buscando evitar uma volatilidade exagerada do dólar neste momento, mas não estaria se opondo a uma certa alta caso seja esta a tendência do mercado nos primeiros meses do próximo ano. Em seu comunicado divulgado nesta segunda-feira, o BC disse ainda que mantém a possibilidade de fazer leilões de linhas de crédito em dólar, com compromisso de recompra, caso o mercado registre falta de moeda estrangeira. Além disso, deixou aberta a porta para "realizar operações adicionais de venda de dólares através dos instrumentos ao seu alcance", sinalizando que pode subir a intervenção caso considere necessário. A nota do BC não trata da rolagem do estoque de contratos de swap cambial em poder do mercado, que totaliza hoje US$ 109,8 bilhões. A reportagem apurou, porém, que a tendência é manter a rolagem integral dos contratos que vencem mensalmente, cerca de US$ 10 bilhões a cada mês. O banco já renovou o estoque do que vai vencer no primeiro dia útil de janeiro. Com a decisão de manter o programa até 31 de março, o estoque de proteção cambial oferecido pelo BC ao mercado vai subir cerca de US$ 6 bilhões. Serão cerca de US$ 2 bilhões por mês. Quando foi criado, em agosto de 2013, o programa fazia leilões diários de swap cambial, de segunda a quinta-feira, de US$ 500 milhões, e um leilão de US$ 1 bilhão de linha de crédito a cada sexta. No início deste ano, os leilões de contratos caíram para US$ 200 milhões, passando a ser feito de segunda a sexta, mas a oferta de linha de crédito deixou de ser regular a cada semana. O dólar estava cotado na casa dos R$ 2,40 quando o programa foi lançado em 2013, e chegou a cair para R$ 2,20. Voltou a subir ao longo deste ano e fechou 2014 vendido a R$ 2,659. Ao longo do ano, subiu 12,78%. Em dezembro de 2010, ano em que a presidente Dilma Rousseff (PT) foi eleita pela primeira vez, a moeda valia R$ 1,666. Para os R$ 2,659 de agora, a diferença é de 59,54%.

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