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ECONOMIA
Segunda-feira, 05 de Fevereiro de 2018, 18h:38

BR-163-MT/PA

Escoamento da soja mato-grossense sofre restrições

Desde a última sexta-feira (02), o trânsito em parte da BR-163, entre Mato Grosso e o Pará está sendo feito com restrições de acessos, por conta das condições da via que são agravadas com a temporada das chuvas. Por enquanto, a retenção é preventiva para ser evitar atoleiros em trechos de maior dificuldade, como a serra do Moraes. Há exatamente um ano atoleiros na rodovia prejudicaram o transporte de cargas entre os dois estados, especialmente da soja recém-colhida, que tem como destino os portos do Arco Norte. Naquele momento a interrupção da BR reteve o fluxo por mais de duas semanas consecutivas. A rota Norte, que transporta a soja do médio norte estadual para o Norte do Brasil, é um caminho alternativo, mas que vem se mostrando o mais viável - sob o aspecto financeiro e de celeridade na entrega do grão até o destino final - para soja mato-grossense que é exportada. Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), equipes do Departamento, Exército e Polícia Rodoviária Federal (PRF) passaram a reter na altura de Novo Progresso os caminhões carregados no sentido Norte, rumo aos portos, por um tempo estimado de até 62 horas. O objetivo é evitar o acúmulo dos veículos em Moraes Almeida, onde a subida da serra do Moraes está com a pista escorregadia, o que dificulta a passagem de caminhões carregados. A fila que se formou em Moraes está sendo liberada aos poucos, com tempo de parada estimado em até 10 horas e prioridade para caminhões carregados com cargas perecíveis. Um novo ponto de apoio foi criado em Riozinho, entre Moraes Almeida e Novo Progresso, com restrição de tráfego no sentido Norte e tempo de parada estimado em 10 horas. Viaturas do Exército, DNIT e PRF percorrem o trecho fornecendo informações para os motoristas e água potável. Neste período de chuvas, as empresas contratadas pelo DNIT estão realizando serviços de manutenção para garantir a trafegabilidade no trecho não pavimentado da BR-163/PA. A retenção de veículos não é causada por atoleiros e sim pela impossibilidade de tração dos caminhões carregados sob chuva, em trechos em aclives. Quando terminar o período chuvoso, previsto para abril, se dará continuidade aos serviços de pavimentação programados para a rodovia e que fizeram parte de acordos firmados pela União, após o registro de atoleiros recordes no ano passado que coincidiu com o período de fortes chuvas da região, aliado ao início precoce da colheita de soja em Mato Grosso, quando inúmeras toneladas começaram a ser remetidas aos portos ainda em fevereiro. O DNIT explica que maior parte da BR-163 está pavimentada desde Mato Grosso até o Pará, restando poucos trechos em obras. Dos 710 quilômetros da BR-163/PA localizados entre a divisa com Mato Grosso até a entrada para o Porto de Miritituba, 620 quilômetros já foram pavimentados pelo DNIT, representando um investimento de R$ 1,37 bilhão do governo federal. Os quase 90 quilômetros a serem asfaltados estão divididos em dois lotes de obras que estão em andamento. O Exército brasileiro é o responsável pelos serviços em um desses trechos. Um total de mais de 220 homens, incluindo agentes de trânsito, servidores e colaboradores do DNIT, além do efetivo do Exército e agentes da PRF, foi mobilizado a partir de dezembro passado para garantir a trafegabilidade no trecho não asfaltado da BR-163/PA durante o período de chuvas, conhecido como inverno amazônico. A inspeção diária da rodovia, visando uma atuação preventiva ou emergencial, faz parte do conjunto de medidas definidas pelo DNIT. Outras ações são o monitoramento e controle de tráfego, além de um sistema para divulgação de informações. As condições de trafegabilidade da rodovia são atualizadas diariamente e podem ser conferidas no endereço www.br163pa.com. (MP)

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