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Cuiabá MT, Sábado, 19 de Outubro de 2019
ECONOMIA
Terça-feira, 28 de Maio de 2019, 02h:00

GERAÇÃO DE EMPREGOS

MT tem melhor abril em seis anos embalado por serviços e indústria

Entre contratações e demissões registradas no período, Estado encerra mês com oferta de 2.106 vagas, avanço anual de 43,2%

Mato Grosso teve o melhor abril em seis anos na geração de empregos com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, mostram que o Estado ofertou 2.106 novas vagas, saldo 43,26% acima do resultado apurado em igual momento do ano passado, quando 1.470 novos postos foram abertos.

Serviços e indústria foram os responsáveis pelo incremento no nível de empregabilidade no Estado. O saldo de 2.106 vagas é resultado da movimentação entre contratados e demitidos. Durante todo o mês passado, Mato Grosso admitiu 32.406 trabalhadores, mas desligou 30.300.

Das cinco atividades econômicas que mais contratam trabalhadores no Estado, apenas uma, a agropecuária, fechou o mês com saldo negativo, eliminando 1.025 postos de trabalho. Na outra ponta, o setor de serviços gerou 941 novas frentes, sendo o maior empregador do Estado no período. Indústria abriu outras 804 novas vagas, comércio 671 e a construção, mais 663 novas oportunidades dentro do Estado.

O eixo da empregabilidade pulverizou no Estado. Com o início da moagem da safra de cana-de-açúcar 2019/20, Barra do Bugres foi o município que mais contratou em abril, liderando a oferta com carteira assinada, ao registrar 621 vagas. Cuiabá foi o segundo maior empregador com outras 468 vagas, seguido por Sinop, 335 vagas, Várzea Grande, 268, Rondonópolis, 193, Lucas do Rio Verde, 163, Pontes e Lacerda, 158 e Sorriso, 149.

Apesar do avanço na oferta de novas vagas, o saldo mato-grossense foi o menor do Centro-Oeste. Todos os quatros estados da região fecharam o período com resultados positivos, ou seja, mais empregando do demitindo. O melhor desempenho é de Goiás, com 6.496 novas vagas geradas, seguido pelo Distrito Federal com outras 3.977, Mato Grosso do Sul, com mais 2.661 e por fim, Mato Grosso, adicionando mais 2.106 novos postos ao resultado regional.

ACUMULADO – Considerando o saldo acumulado de janeiro a abril desse ano, Mato Grosso reduziu em 24% o nível de empregabilidade nesse primeiro quadrimestre. De acordo com o Caged, nesse ano, o Estado soma 10.887 novas vagas geradas ante 14.326 contabilizadas em igual momento do ano passado.

BRASIL - O Brasil registrou a abertura de 129.601 novas vagas de emprego com carteira assinada em abril, resultado de 1.374.628 admissões e 1.245.027 desligamentos. Este foi o melhor resultado para abril desde 2013. Na época, o Caged registrou a criação de 196.913 vagas. Terceiro ano consecutivo de saldos positivos e crescentes no mês, o número reflete a recuperação do contingente de empregos formais em abril desde 2017. No acumulado do ano, de janeiro a abril, foram gerados 313.835 postos de trabalho e o estoque de empregos chegou a 38,7 milhões.

O resultado de abril de 2019 está diretamente relacionado aos setores de Serviço, Indústria de Transformação e Construção Civil, responsáveis pela maior parte da geração de empregos no mês. Destaca-se ainda que o saldo de emprego foi positivo nos oito setores econômicos.

Em abril, o setor de Serviços abriu 66.290 vagas de emprego e apresentou saldo positivo em todos os seis subsetores, com crescimento de 0,38% em relação ao mês anterior. A Indústria de Transformação gerou 20.479 novos postos formais, saldo positivo em sete dos 12 subsetores. Na Construção Civil foram criados 14.067 postos de trabalho, impulsionado pelo subsetor de construção de edifícios, que abriu 5.365 vagas, e pela construção de rodovias e ferrovias que criou 2.148 postos de trabalho.

Comparando-se com o mesmo mês de 2018, o saldo em abril de 2019 foi superior em 13,7 mil postos de trabalho. Nessa comparação, os saldos foram maiores principalmente nos setores da Agropecuária (12,3 mil), Comércio (três mil) e Serviços (dois mil) e menores nos setores da Indústria de Transformação (3,6 mil) e Construção Civil (0,3 mil).

REGIONAL - Em âmbito regional, todas as regiões apresentaram melhora na geração de empregos, com destaque para o Sudeste, que criou 81.106 postos formais. Na sequência aparecem as regiões Nordeste (15.593), Centro-Oeste (15.240), Sul (14.570) e Norte (3.092).

O emprego foi positivo em 23 unidades federativas. Os maiores saldos positivos ocorreram em São Paulo (50.168), Minas Gerais (22.348), Paraná (10.653), Bahia (10.093) e Maranhão (6.681). Entre os quatro estados que apresentaram saldo negativo, o maior recuo ocorreu em Alagoas, com o fechamento de 4.692 vagas de emprego, seguido do Rio Grande do Sul (-2.498), Rio Grande do Norte (-501). 


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