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ECONOMIA
Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2018, 17h:50

MILHO SAFRINHA

Nova revisão confirma previsão de queda

Releitura dos indicadores mostra retração em área, produção e produtividade para o cereal no atual ciclo, em Mato Grosso

MARIANNA PERES
Da Editoria
Queda na área plantada, na produção e na produtividade. Esse é o panorama do milho de segunda safra que está em plena semeadura Mato Grosso afora, estado que é o maior produtor nacional do cereal. Em mais uma estimativa, a segunda, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) vai confirmando em dados a projeção que já vinha sendo feita ainda no ano passado. A queda mais significativa entre os três principais indicadores está na oferta do milho, que deve encolher quase 17% ao passar de 30,45 milhões na safra passada para 25,40 milhões em 2017/18. Algumas tendências de mercado ao milho melhoraram no intervalo entre as duas estimativas do Imea, ou seja, de novembro a fevereiro, no entanto, como reforçam os analistas, não foram suficientes para inverter a projeção de queda. Entre uma e outra projeção, pouco pequena reação na cotação do dólar, nos preços da saca e a confirmação de um custo de produção menor, que deve passar de R$ R$ 2,95 mil para R$ 2,79 mil. “Entre a primeira estimativa e a atual, há acréscimos na projeção de área plantada e de produção, mas quando comparados ao consolidado no ano passado, quando a oferta foi recorde histórico para o Estado, o que se tem são dados negativos”. O que mais pesa para esta safra é a falta perspectivas firmes - até o momento - para o cereal, o que leva a decisão de investir menos na implantação das lavouras e consequentemente atinge em cheio a produtividade. Este indicador deve encolher 11,36% e pesar contra a oferta total do cereal. Na comparação entre o início desse mês com o mesmo período do ano passado, a cotação do cereal estava 30% menor, passando de R$ 23,02 para R$ 16,31. A nova área desenhada para o milho safrinha no Estado deve cobrir 4,46 milhões de hectares, o que representa um aumento de 5% ante a estimativa de novembro, pautado, sobretudo, pela parcial recuperação dos preços nos últimos meses. “No entanto, o baixo preço em relação ao que foi visto no mesmo período do ano passado continua puxando para baixo a estimativa anual de recuo de 5,88%”. Apesar das cotações do milho ainda exibirem patamares inferiores aos observados no mesmo período do ano passado, “a suavização na redução de área se deve a parcial recuperação das cotações nos últimos meses, o que trouxe uma visão mais otimista ao mercado, aliado ao fato da colheita da soja no Estado estar fluindo dentro da média dos últimos cinco anos, não acarretando, por ora, em atrasos na semeadura do cereal”. Em relação à produtividade do Estado, os analistas avaliam que as áreas semeadas dentro da janela ideal – até o dia 20 deste mês - e o volume de chuvas nos próximos meses serão primordiais para a definição do rendimento das lavouras. Levando em conta as informações disponíveis do momento – preço aquém do verificado no ano passado, redução no nível de tecnologia e riscos climáticos - a produtividade é projetada em 94,9 sc/ha na média do Estado, trazendo, uma redução de 2,2% frente à estimativa de novembro e de 11,4% em relação à safra 2016/17, quando a média ficou em 107,1 sc/ha, com média de 114,6 sc/ha como o contabilizado na região oeste, na safra passada. Para este novo cenário do milho safrinha, o Imea projeta para a região médio-norte, maior produtora de grãos do Estado, produtividade média de 96,2 sc/ha, o que representa uma redução 2,9% frente a estimativa passada. Já a região com maior produtividade esperada é a oeste mato-grossense, com 100 sc/ha, exibindo, no entanto, um recuo de 2,9% frente a divulgação anterior. Enquanto que, a região nordeste pode apresentar o menor rendimento a campo pela perspectiva de janela mais apertada para a semeadura do milho, ficando estimado 88,8 sc/ha. AINDA MENOR - A segunda estimativa para a safra 17/18 de milho trouxe revisão nos rendimentos para todas as regiões produtoras. Com isso, fica projetada uma produtividade média de 94,9 sc/ha no Estado, exibindo um recuo de 11,36% em relação ao que foi visto na safra anterior. Essa previsão se deve, principalmente, às perspectivas de redução nos investimentos tecnológicos da nova safra, impactados pelo alto custo de produção, aliadas às incertezas climáticas. Dado a isso, a médio-norte, maior região produtora, tem perspectiva de colher em média 96,2 sc/ha, o que representa uma redução de 11,77% ante a safra anterior. Já a região com a maior produtividade esperada é a oeste, com 100,0 sc/ha, no entanto, apresenta um recuo de 12,28%. Do outro lado, a região nordeste pode apresentar o menor rendimento, ficando estimado em 88,8 sc/ha e uma retração de 10,80%. Nesse sentido, as áreas semeadas dentro da janela ideal e o volume de chuvas nos próximos meses serão primordiais para a definição do rendimento das lavouras.

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