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ECONOMIA
Quarta-feira, 14 de Fevereiro de 2018, 19h:15

FECOMÉRCIO

Presidente e tesoureiro são afastados

Os dois dirigentes são suspeitos de cometer diversas irregularidades na gestão da Fecomércio

A assembleia geral dos sindicatos que formam a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) afastou preventivamente o presidente Hermes Martins da Cunha e o primeiro tesoureiro Paulo Sérgio Ribeiro do comando da entidade. A decisão foi tomada na tarde de ontem, por 8 votos a 7. Hermes e Paulo são suspeitos de cometer diversas irregularidades na gestão da Fecomércio, inclusive com possível desvio de verbas. Além de alegadas inconsistências na prestação de contas de 2016, os sindicatos acusam Hermes Martins de assumir de forma irregular o cargo de presidente, de “obstruir” provas de fraudes cometidas pelo ex-presidente da entidade, Pedro Nadaf, além de estar sendo processado por uma associação classista por apresentar documentos falsos de uma empresa. Os sindicatos citam ainda que o presidente abriu um Procedimento Ético Disciplinar contra eles por “vingança”, já que não concordam com a permanência dele no cargo. Com o afastamento, passa a comandar a entidade o presidente do Sindicato Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga), João Flávio Barbosa Sales. A defesa de Hermes, feita pelo advogado Hélio Machado, afirmou que irá tentar anular a decisão na Justiça. Ele alegou que a convocação da assembleia geral foi feita de forma irregular, desrespeitando o estatuto da Fecomércio. "O estatuto prevê que no mínimo dois terços dos conselheiros votem para convocar um AGE [Assembleia Geral Extraordinária]. No caso, não foi atingido os dois terços". Machado também afirmou que um representante de sindicato foi impedido de votar por suspostamente estar sem mandato. Porém, conforme o advogado, o representante teve o mandato prorrogado por portaria da própria entidade. "Em contrapartida foi contabilizado um voto, de outro presidente do sindicato, que está sem mandato. Por conta disso a Fecomércio está tranquila e vamos buscar reverter isso", disse o advogado. Parte das supostas irregularidades atribuídas a Hermes Martins e Paulo Ribeiro foram descobertas por meio de uma auditoria promovida pelo Serviço Nacional do Comércio (Senac), documento esse que foi usado em uma ação judicial movida por sindicatos contra os dois dirigentes. Conforme a ação, além de cometer irregularidades na posse do cargo, Hermes Martins estaria ocultando diversas fraudes cometidas, em tese, pelo antigo presidente Pedro Nadaf. Segundo o documento, Nadaf teria utilizado as contas bancárias da Federação para lavar mais de R$ 356 mil. Uma auditoria mostrou que no dia 14 de janeiro de 2015 foi depositado um cheque sem origem comprovada de R$ 118 mil na conta de Federação. Conforme a auditoria, dois dias depois o dinheiro foi retirado em valores menores por meio de emissão de cheques da própria Fecomércio. Ainda conforme a auditoria, no dia 4 de março de 2015, foi depositado outro cheque de R$ 62,72 mil, valor que saiu da conta da entidade nos dias seguintes, também por meio da emissão de cheques. Já no dia 10 abril, a auditoria constatou mais um depósito de R$ 50 mil, saindo igual valor no dia 14. Em 11 maio também foi depositado mais um cheque de R$ 95,5 mil na conta da Fecomércio. Esse valor foi retirado logo depois, em noves saques. Pedro Nadaf, de acordo com a ação, inclusive “admitiu que cometeu irregularidades em seu mandato e ainda garantiu que Hermes não teria cometido nenhuma irregularidade na sua gestão ( gestão Pedro Nadaf) – ou seja, justificando desse modo a razão pela qual Hermes vem obstruindo a obtenção da documentação comprobatória dos desvios da antiga presidência e a identificação dos beneficiários ”. Os sindicatos acusam também o tesoureiro Paulo Sérgio Ribeiro de assinar cheques em branco para Pedro Nadaf concretizar a lavagem de dinheiro. Conforme a ação, mesmo após a confissão de Pedro Nadaf e a confirmação de Paulo Sérgio sobre as fraudes, Hermes Martins não promoveu a abertura de nenhum procedimento administrativo em favor do tesoureiro.

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