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ECONOMIA
Quarta-feira, 14 de Agosto de 2019, 09h:05

MILHO

Produtividade se consolida recorde na história da cultura no Estado

MARIANNA PERES
Da Reportagem

A safrinha de milho, que de diminutivo tem apenas a expressão que indica ser uma cultura de segunda época, superou as projeções traçadas no início da movimentação da atividade em meados de janeiro, em Mato Grosso. O ciclo 2018/19 quebrou recordes de área plantada, de produção e de produtividade. Próximo da conclusão dos trabalhos nesse ano, o milho segue impondo diferenciais ao cravar um rendimento médio por hectare de quase 110 sacas.

Fora isso, a velocidade com que o cereal foi colhido e sua antecipação em relação ao histórico estadual também entram para 'galeria' de recordes dessa safra. A colheita atingiu 99,18% da área semeada na semana passada e revela que os trabalhos estão encerrados em cinco das sete regiões avaliadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea): médio-norte, nordeste, noroeste, norte e oeste. Restam para essa semana centro-sul e sudeste, ambos com mais de 99% da superfície já colhida.

Conforme a série histórica do Imea, o ritmo atual de colheita - mesmo que mais desacelerado até mesmo em razão do pouco volume de hectares a ser colhido nesse momento - segue acima do registrado em safras anteriores. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, os trabalhos registram 96,19% da área plantada já colhida. Em relação ao ano passado, nesse mesmo período do ano, eram 95,93% da superfície colhida. Em 2018, por exemplo, as colheitadeiras foram acionadas na última semana de maio, com encerramento no começo de setembro, totalizando 16 semanas de colheita, no Estado. Em 2019, os trabalhos tiveram seus primeiros registros ainda na segunda quinzena de maio e devem estar 100% concluídos nessa semana, o que dariam 14 semanas.

A área cultivada aumentou 2,67% na comparação com a safra 2017/18, passando de 4,61 milhões de hectares (ha) para 4,74 milhões. A produtividade fez tanta diferença no saldo da produção, que enquanto o rendimento aumentou 9,74% - ao passar de 99,6 sacas por hectare para 109,3 sacas - a oferta cresceu 12,68% sobre a anterior, fechando o ciclo com 31,07 milhões de toneladas (t) ante 27,58 milhões t. O recorde de produção de milho, em Mato Grosso, era até então de 30,45 milhões t da safra 2016/17.

CUSTOS – Os analistas do Imea chamam à atenção para a relação de troca dos desembolsos dos custos variáveis pela produtividade, já que esse passa a ser um indicador importante para analisar o real efeito da maior oferta do cereal sobre a rentabilidade do produtor, sobretudo, no momento de “travamento de custos”. “Analisando esta relação nos últimos anos, constata-se que na safra 2017/18 a relação de troca dos custos variáveis (113 sc/ha) ficou acima da produtividade média da safra (99,6sc/ha). Por outro lado, na safra 2018/19 o cenário se tornou mais positivo, visto que, a produtividade média atingiu valor recorde e conseguiu ‘cobrir’ os custos variáveis”.

Para a temporada 2019/20, os analistas emitem um alerta aos produtores. “Com 43% dos insumos de milho comprados até junho, o cenário é de alerta, visto que, a relação de troca está acima das duas últimas safras e os preços a termo atualmente vêm trazendo boas oportunidades de venda. Porém, com custos recordes, o produtor que não souber aproveitar um bom momento de venda, pode ser surpreendido com uma relação de troca a níveis ainda mais elevados”. 


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