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Cuiabá MT, Sábado, 16 de Novembro de 2019
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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2018, 18h:18

Controle para as armas

A tragédia registrada na Flórida expõe o que pode ocorrer em um país onde há fácil acesso as armas e a população é fortemente armada. A solução para garantir mais segurança para a sociedade não é armar todo mundo, mas desarmar os bandidos. Nem a permissividade da lei nos Estados Unidos, nem o controle oficial no Brasil têm se mostrado eficazes para proteger a população de quem se constitui em ameaça. Em ambos os casos, o desafio para as forças policiais continua sendo evitar que armamentos, muitas vezes pesados, caiam em mãos indevidas, colocando em risco a vida de tantas pessoas, ou mesmo provocando mortes, como as registradas agora em mais um ataque a escola. No Brasil, com a violência disseminada nas ruas, a situação é particularmente preocupante pela facilidade com que criminosos têm acesso a armamento pesado, muitas vezes de uso exclusivo dos organismos de segurança. É inaceitável, por exemplo, que uma metralhadora .50 possa circular livremente nas mãos de assaltantes. Foi justamente essa uma das armas apreendidas no recente ataque a um carro-forte em Bento Gonçalves, na região da Serra. A população só pode se sentir ainda mais indefesa quando o poder de fogo do crime organizado se mostra superior até mesmo ao das forças policiais que teriam o dever de protegê-la. Na última semana, a Receita Federal e o Batalhão de Polícia de Fronteira do Paraná deram uma demonstração de eficiência ao apreenderem um ônibus com carregamento de maconha e sete fuzis que seria destinado ao Rio de Janeiro. Embora louvável, a iniciativa é insuficiente tanto para intimidar o crime organizado quanto para reduzir a sensação de insegurança na sociedade. É preciso uma reação em todas as frentes, nas que desarmam os bandidos, nas que dificultam que armas legais caiam em mãos criminosas, no controle de fronteira, mas também no campo diplomático. Não é possível que armas de grosso calibre continuem sendo embarcadas nos Estados Unidos, Paraguai e outros países para municiar o crime organizado no Brasil. O controle, nesses casos, pouco ou nada ajuda, pois é desconsiderado pelos criminosos. Enquanto esse tipo de deformação não for enfrentado, o país não conseguirá reduzir os temores dos brasileiros, nem garantir-lhes mais segurança. É preciso uma reação em todas as frentes, nas que desarmam os bandidos, nas que dificultam que armas legais caiam em mãos criminosas

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