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Sexta-Feira, 02 de Janeiro de 2015, 21h:21

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Neri e Kátia Abreu

Neri Geller, político do PMDB radicado em Lucas do Rio Verde, não é mais ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. A senadora peemedebista Kátia Abreu, de Tocantins, foi nomeada em sua substituição e empossada no dia primeiro deste mês, mas a transmissão do cargo somente acontecerá na próxima segunda-feira. Com a saída de Neri, Mato Grosso perde poder político em Brasília, mas por sua importância na economia rural continua exercendo forte influência no Ministério da Agricultura. Essa influência certamente não sofrerá nenhum tipo de boicote por parte da nova ministra, que tem identidade e perfeita sintonia com as principais lideranças ruralistas e políticas mato-grossenses. Tanto em sua militância classista quanto na esfera política Kátia Abreu sempre demonstrou interesse pelas causas mato-grossenses. Quando deputada federal reforçava nossa bancada federal com seu voto e seu posicionamento. No Senado foi a quarta voz ao lado dos colegas de então, Pedro Taques (PDT), Blairo Maggi (PR) e Jayme Campos (DEM). Na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostrou-se firme em defesa dos interesses de Mato Grosso. Um mato-grossense perde a titularidade do Ministério da Agricultura, mas uma aliada sua de todas as horas a assume. Por seu histórico e espaço político Kátia Abreu poderá abrir mais espaço para a agricultura em escala, a agricultura familiar e a cadeia do agronegócio de Mato Grosso. Liderança classista reconhecida nacionalmente e figura de destaque no cenário da renovação política, Kátia Abreu tem um histórico de lutas e, em razão disso, sofre duros questionamentos dos que pensam de modo diferente do seu. Kátia Regina de Abreu tem 51 anos, nasceu em Goiânia, é psicóloga formada em universidade federal. Aos 25 anos ficou viúva e criou três filhos. Com o assassinato de seu marido assumiu a direção de suas fazendas. Tornou-se sindicalista, presidiu a Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins, onde mora. Foi deputada federal. Elegeu-se presidente da CNA – a primeira mulher no cargo. Em outubro do ano passado reelegeu-se senadora pela PMDB. Para ocupar o Ministério da Agricultura Kátia Abreu licenciou-se da CNA e o vice-presidente da entidade e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia, João Martins da Silva Júnior, a substitui. Também teve que se afastar do Senado, abrindo vaga ao suplente Marco Antônio Costa (PSD); em primeiro de fevereiro a ministra reassume a cadeira de senadora e se afasta em seguida, para continuar no ministério, quando será substituída pelo suplente eleito em outubro, Donizete Nogueira (PT). A presença de Kátia Abreu no Ministério da Agricultura é vista com simpatia por lideranças ruralistas e políticas de Mato Grosso. Além da identidade que ela tem com o estado e de sua bagagem curricular, a senadora tocantinense ainda tem o trunfo na manga ao ceder sua cadeira no Senado ao petista Donizete Nogueira, o que a fortalecerá ainda mais. “Kátia Abreu no Ministério da Agricultura é vista com simpatia por lideranças”








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