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Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
A cara de Cuiabá
Sábado, 08 de Abril de 2000, 10h:00

A Cara de Cuiabá

ANSELMO CARVALHO PINTO
Editor de Cidades
No dia em que a capital do Estado comemora 281 anos, o Diário traz o resultado de uma pesquisa que procurou sintetizar em números – uma tarefa ingrata, diga-se – a imagem que a cidade faz de si própria. A missão de descobrir qual é a “Cara de Cuiabᔠficou por conta do instituto UP-Unidade de Pesquisa, que entre os dias 20 e 22 de março entrevistou 990 pessoas de todas as idades, classes e grau de instrução. Os resultados, que o leitor poderá acompanhar nas próximas 11 páginas, confirmam as expectativas em alguns casos, causam surpresas em outros e alimentam a controvérsia em todos. Qual o dom-bosquino que não se sentirá traído de morte ao descobrir que o time que melhor representa a cidade é o arqui-rival Mixto Esporte Clube? Pois saiba o leitor, alvi-celeste ou não, que a agremiação da Getúlio Vargas é para 46,4% da população a equipe que mais se “parece” com a capital. Sobre a identificação do cuiabano com São Benedito, eleito o santo que é a “Cara de Cuiabá”, parece não pairar dúvidas. Só mesmo os 60,6% de preferência explicam a devoção e disposição dos fiéis, que madrugam todas as terças-feiras para assistir à missa na igreja que leva seu nome. Sua festa, que acontece anualmente entre junho e julho, também beira a unanimidade – 67,6%, o maior índice de toda a pesquisa. Pode-se dizer que o Caderno Especial de Cidades nesse aniversário também faz uma viagem pelo passado de Cuiabá, percorrendo as ruas do Porto ou passeando pelo antigo Mercado do Peixe. Ambos colocados em primeiro lugar pelos entrevistados. Se é sobre o passado que se fala, volte o leitor ao início da década de 80, mais precisamente às ruas de São Paulo. Ali é possível ver uma menina correndo descalça. Foi assim que Jorilda Sabino – na opinião de 36,4% da população, a esportista que tem a “Cara de Cuiabᔠ– avançou em direção ao carinho do público. Hoje com 30 anos, a “Cinderela Negra” se emociona com a lembrança, embora já nem more mais na cidade. “Sinto falta do carinho do povo cuiabano”, diz ela, que hoje vive com o marido e os filhos em Corumbá (MS). “Espero voltar um dia”.

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