Imagem

Sábado, 08 de Julho de 2000, 19h:51

Tamanho do texto A - A+

Cancelamento de reunião do dia 11 revolta os ribeirinhos

PAOLA CARLINI

Presidentes das colônias de pescadores, professores da UFMT que acompanham a implantação dos projetos da Usina de Manso e o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Sérgio Andrade, se reuniram ontem pela manhã, na Federação dos Pescadores, para discutir uma proposta de indenização aos ribeirinhos das colônias de pescadores afetados pela barragem e a as famílias próximas ao lago, removidas da área onde foi construída a Usina. Inconformado com a falta de peixes no rio Cuiabá e a situação de mais de 2,5 mil pescadores sem emprego, o presidente da Federação das Colônias de Pesca do Estado, Lindenbergh Gomes de Lima, pretende cobrar de Furnas ou do Governo do Estado uma ação no sentido de amparar os ribeirinhos que não tem mais onde trabalhar. “No dia da inauguração da Usina os diretores nos prometeram que não haveria falta de peixes, agora eles nem sequer querem conversar conosco. Eles desmarcaram uma reunião que teríamos no dia 11 deste mês”, disse nervoso. Em visita as colônias de Nobres, Rosário Oeste e Barão de Melgaço, o presidente contou que os pescadores vêm reclamando da qualidade da água do Rio Manso. “Uma equipe da Universidade irá analisar uma amostra do líquido do rio para constatar irregularidades”, adiantou. Uma equipe de biólogos da Universidade Estadual de Maringá, que executa um dos projetos de Impacto Ambiental da Usina, constatou que não existe no estado dados sobre a quantidade de pesca profissional, o que estaria dificultando o levantamento das áreas criticas afetadas com o fechamento das comportas no final do ano passado.








Ultimas Notícias

Enquetes

O que você acha sobre os ataques terroristas na França?
Horrível
Assustador
Nada
Legal

Mais Lidas

Mais Comentadas