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Segunda-feira, 05 de Fevereiro de 2018, 18h:40

BRASILEIRÃO

Clubes reprovam o árbitro de vídeo

PEDRO IVO ALMEIDA e RODRIGO MATTOS
Da Uol/Folhapress – Rio
O Campeonato Brasileiro de 2018 não contará com a tecnologia do árbitro de vídeo. Em reunião do conselho arbitral ocorrida na tarde de ontem, no Rio de Janeiro, os clubes da elite do futebol nacional reprovaram o uso do sistema na competição mais importante do calendário no país. Somente na Copa do Brasil, o VAR estará disponível -e bancado pela CBF. Dos 20 participantes da Série A, 12 votaram contra a utilização do árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro. Sete clubes se mostraram favoráveis à tecnologia, enquanto o São Paulo não votou. O representante do time tricolor deixou a reunião antes da votação. Segundo Sergio Correa, responsável por liderar os estudos sobre o sistema na CBF, os times contrários ao uso do VAR apresentaram diversos argumentos. A tecnologia entraria em ação somente depois da Copa do Mundo, no segundo semestre. "Não foi exatamente a questão do custo. Teve clube que argumentou com a questão técnica, outro falou de testes, alguns de custos. Uma pena. Mas vamos seguir trabalhando para ter", afirmou Sergio Correa. Já Manoel Serapiao, coordenador do sistema de VAR na CBF, acredita que a questão do calendário fez a diferença para a tecnologia ser vetada pelos participantes do Brasileirão neste ano. "Alguns clubes entenderam que colocar o árbitro de vídeo no meio do campeonato causaria uma desequilibro." De acordo com o estudo da entidade, o custo da instalação do VAR ficaria entre R$ 40 mil e R$ 50 mil por jogo. O valor financeiro, segundo Manoel Serapiao, atrapalhou as negociações para usar o sistema neste ano. "O custo foi um embaraço. A grande maioria é a favor, mas queria ver o impacto da Copa do Mundo. A CBF não ganha nada com o Brasileiro. Com a Copa do Brasil, ela tem recurso", explicou o coordenador. Esta questão do "embaraço" exaltada por Serapiao acabou reiterada por alguns clubes. O presidente do Vasco, Alexandre Campello, confirmou que o lado financeiro pesou para o veto à tecnologia neste ano. "Decidimos esperar por dois pontos especiais: custo de R$ 40 a R$ 50 mil por jogo, sendo R$ 500 mil apenas para o returno. Além de não ter um estudo específico que comprove a eficácia", relatou o dirigente vascaíno. Sobre o uso da tecnologia na Copa do Brasil, ainda não está definida a etapa em que o VAR será utilizado. A única certeza dentro da CBF é de que o árbitro de vídeo vai entrar em uma fase mais próxima da decisão do torneio mata-mata.

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