NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 19 de Outubro de 2019
ESPORTES
Sábado, 06 de Julho de 2019, 01h:00

SELEÇÕES

Treinadoras mulheres decidem a Copa

Dois times comandados por treinadoras femininas vão decidir o título do Mundial de 2019. Na final, neste domingo, as holandesas enfrentam os Estados Unidos

JOÃO GABRIEL
Da Folhapress – São Paulo

Elas eram 9 dentre os 24 técnicos de seleções na fase de grupos da Copa do Mundo feminina da França. Tornaram-se maioria nas quartas de final e, agora, com a vitória da Holanda sobre a Suécia por 1 a 0 na prorrogação, na quarta-feira, dois times comandados por treinadoras mulheres vão decidir o título do Mundial de 2019.

Na final, as holandesas enfrentam os Estados Unidos, que bateram a Inglaterra na última terça-feira por 2 a 1. A decisão será neste domingo, às 12h (de Brasília), e terá o encontro entre as técnicas Jill Ellis, dos EUA, e Sarina Wiegman, da Holanda.

Até aqui, três mulheres foram campeãs na Copa do Mundo como treinadoras, a própria Ellis, em 2015, e as alemãs Tina Theune-Meyer, que conquistou o título com a seleção do seu país nos EUA, em 2003 -na única outra final do torneio com times comandados por mulheres, contra a Suécia-, e Silvia Neid, treinadora da Alemanha no Mundial disputado na China, em 2007.

Britânica natural de Portland, Jill Ellis, 52, foi viver nos EUA na década de 1980. Lá, teve breve carreira como jogadora de futebol antes de se tornar treinadora de times universitários e depois de equipes das divisões de base do país.

Se tornou assistente técnica da seleção feminina em 2008, passou a diretora de desenvolvimento do futebol no país (cargo que ocupa até hoje) e, em 2014, tornou-se a treinadora principal. Um ano depois, comandou os Estados Unidos na conquista do tricampeonato mundial, no Canadá.

Sua família tem ligação com o futebol desde quando ela morava na Inglaterra. Seu pai, John, foi embaixador da modalidade pelo governo britânico e um dos responsáveis por implementar um programa de fomento ao esporte em Trinidad e Tobago. Um de seus irmãos, Paul, foi treinador de times universitários e regionais nos Estados Unidos.

Já a holandesa Sarina Wiegman, 49, é uma das principais jogadoras da história do futebol feminino no seu país. Atuou pela seleção entre 1987 e 2001, participando inclusive da edição teste da Copa do Mundo feminina, em 1988.

No seu último ano como atleta, tornou-se a primeira holandesa a completar cem partidas pelo time nacional.

Começou a treinar times de futebol feminino em seu país em 2003, pouco após se aposentar dos gramados. Recebeu a chance de tornar-se assistente técnica da seleção holandesa em 2014 e assumiu o cargo de treinadora em 2017.

Ela é considerada uma das principais responsáveis pelo crescimento recente da modalidade no país.

A Holanda participou de um Mundial pela primeira vez em 2015, quando chegou às oitavas de final. Sob o comando de Wiegman, venceu pela primeira vez o campeonato europeu em 2017. O time também garantiu sua primeira participação olímpica com vaga nos Jogos de Tóquio-2020.

Nos últimos anos o futebol feminino ganhou popularidade no país europeu e, com o sucesso na Copa, começa a se transformar em uma febre.

A vitória sobre o Japão, que colocou as holandesas pela primeira vez nas quartas de final de uma Copa do Mundo, teve mais audiência no país, por exemplo, que a final da Liga das Nações, disputada pela seleção masculina do país contra e Portugal, segundo dados divulgados pela Fifa.

Essa é só a segunda participação da Holanda em Mundiais. O gol da classificação na semifinal foi marcado por Jackie Groenen, aos 8 min do segundo tempo da prorrogação. A meio-campista veste a camisa laranja com o número 14, assim como o craque Johan Cruyff, semifinalista da Copa do Mundo masculina de 1974.

Groenen, 24, que foi campeã nacional de judô quando jovem, já usava a numeração no Frankfurt, seu clube até o fim da temporada 2018-2019, quando foi para o Manchester United. A paixão pelo futebol veio de seu pai, um grande admirador de Cruyff.

A Holanda está invicta na competição. Sofreu três gols e marcou 11. Mesmo assim, o favoritismo está do lado dos EUA, que só venceu até aqui.

A seleção três vezes campeã mundial já marcou 24 gols na atual edição -13 deles na goleada por 13 a 0 sobre a Tailândia, a maior da história das Copas do Mundo- e foram vazadas em apenas três ocasiões.

A final da Copa do Mundo colocará frente a frente, além das duas mulheres, a maior hegemonia do futebol feminino contra um país que, em cerca de dois anos, deixou o anonimato para se tornar uma nova potência da modalidade.

Todas as finais do Mundial feminino:

China-1991

Noruega 1x2 EUA

Suécia-1995

Alemanha 0x2 Noruega

EUA-1999

EUA 0 (5)x(4) 0 China

EUA-2003

Alemanha 2x1 Suécia

China-2007

Alemanha 2x0 Brasil

Alemanha-2011

Japão 2 (3)x(1) 2 EUA

Canadá-2015

EUA 5x2 Japão

França-2019

EUA x Holanda

Domingo (7), 12h

Maiores campeões

3 títulos

EUA

2 títulos

Alemanha

1 título

Japão e Noruega

 


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.



ENQUETE
A quem interessa a rixa entre o governador Mauro Mendes e o prefeito Emanuel Pinheiro?
Ao governador do Estado
Ao prefeito da Capital
Aos grupos políticos que miram as eleições de 2020
Isso só prejudica a população em geral
PARCIAL