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Terça-feira, 30 de Abril de 2019, 01h:50

ÁRBITRO/VÍDEO

VAR rouba a cena na estreia do Brasileiro

Neste ano o Brasileiro adotou novas orientações aprovadas pela International Board (Ifab), e que alteram, por exemplo, o conceito de mão na bola

JOÃO GABRIEL
Da Folhapress – São Paulo

O árbitro assistente de vídeo (VAR) está cada vez mais integrado à realidade do futebol. Neste final de semana, fez sua estreia no Campeonato Brasileiro.

Em quatro delas, houve seis mudanças da marcação original. Em uma, ela foi mantida. O saldo das alterações inclui dois pênaltis anulados e um marcado, um gol cancelado e um validado e uma expulsão após as análises.

No domingo, a goleada do Athletico-PR por 4 a 1 sobre o Vasco poderia ter sido maior se o árbitro Luiz Flávio de Oliveira não tivesse voltado atrás em pênalti marcado para os paranaenses.

O jogo que mais ficou paralisado foi outra goleada na tarde deste domingo, 4 a 0 do Ceará sobre o CSA.

Quando os jogadores já estavam a postos para a cobrança de um pênalti marcado para os cearenses no primeiro tempo, Adriano Milczvski pediu para rever a infração e mudou sua marcação.

Em outro lance, deu cartão amarelo para o goleiro João Paulo por falta fora da área, mas optou pelo vermelho após consultar o monitor.

Contando a comunicação que confirmou o quarto gol cearense e o tempo para atendimento médico no lance da expulsão, foram cerca de oito minutos de paralisação. A partida teve 11 de acréscimos somando os dois tempos.

Neste ano o Brasileiro adotou novas orientações aprovadas pela International Board (Ifab, instituição máxima da arbitragem no futebol) e que alteram, por exemplo, o conceito de mão na bola.

No sábado (27), em Minas Gerais, o Atlético-MG venceu o Avaí por 2 a 1, mas o resultado poderia ter sido outro caso não houvesse o VAR ou o novo regimento.

No que seria o segundo gol do Avaí, em bola cruzada na área, Betão tocou para o fundo das redes e o juiz Rodolpho Toski assinalou gol. Após mais de dois minutos de comunicação, o árbitro anulou o lance por entender que o desvio foi com a mão.

Mesmo tendo sido um toque involuntário, a nova regra diz que deve ser dada a falta nesse tipo de lance. Toski nem sequer conferiu a jogada no monitor, confiando a decisão à equipe do VAR. Betão ficou revoltado com a decisão, já que, segundo ele, a bola não bateu em seu braço.

No primeiro gol do Avaí, após a finalização de Brizuela, o atacante acertou a sola da chuteira no peito do goleiro Victor. Inicialmente, o árbitro assinalou impedimento e parou o jogo para atendimento médico. Ele conversou com os assistentes da sala do VAR e, com mais de três minutos de jogo parado, decidiu validar o gol do Avaí.

Também no sábado, o primeiro gol da vitória da Chapecoense por 2 a 0 sobre o Internacional foi marcado de pênalti, após Raphael Claus consultar o monitor e marcar toque de mão não intencional. A partida ficou parada por mais de dois minutos.

Além dos quatro jogos com mudanças de marcação, em mais um o VAR foi usado, nesse caso para confirmar a decisão do árbitro em campo.

Em Salvador, quando Bahia e Corinthians empatavam em 0 a 0 neste domingo, Wilson Pereira Sampaio usou o monitor para confirmar a não marcação de pênalti para os donos da casa.

Na vitória do Santos sobre o Grêmio por 2 a 1, a equipe de vídeo auxiliou Breno de Araújo a anular gol do gremista André por impedimento. Mas nesse caso não se tratou de uma revisão oficial, que só acontece quando o árbitro faz o sinal previsto (desenha um retângulo imaginário).

Pelo menos nos oito jogos encerrados até às 19h no domingo, houve poucas reclamações de atletas e técnicos sobre o uso do VAR.

Além do toque de mão, as novas recomendações da International Board dizem respeito a fatos menos perceptíveis. Por exemplo, o time que cobra uma falta não pode mais colocar jogadores em meio à barreira adversária. Eles precisam ficar a pelo menos um metro de distância.

Agora, o tiro de meta pode ser cobrado para dentro da própria área e o árbitro pode dar cartão amarelo e vermelho para integrantes da comissão de arbitragem.

Antes, o árbitro só tinha opção de retirar alguém do jogo, sem o uso dos cartões.

Torneio começa com alta média de gols

Nos oito jogos encerrados acompanhados, foram marcado 28 gols. Em números totais, essa quantidade só fica abaixo da registrada em 2017

2019 - média de 3,5*

2018 - média de 2,7

2017 - média de 3,3

2016 - média de 1,4 2015 - média e 2,8 


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