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Quinta-feira, 14 de Novembro de 2019, 13h:38

SELEÇÃO

Wesley: Uma perna maior que a outra, e o sonho realizado na seleção

Atacante de 22 anos, Wesley rodou por mercados alternativos da Europa até chegar ao Aston Villa e chamar a atenção de Tite

Seria possível uma pessoa que tem uma perna 3 cm maior do que a outra jogar futebol profissionalmente? Wesley Moraes prova que sim e foi além: chegou à seleção brasileira.

Aos 22 anos, o atacante do Aston Villa é mais um da série de jovens desconhecidos que saem do Brasil em busca do sonho e alcançam a consolidação na Europa. Ele já tem quatro gols em 12 partidas na Premier League. E a assimetria das pernas do mineiro de 1,92cm não tem atrapalhado.

“A esquerda é maior que a direita. Já tentei botar palmilha, mas meu corpo não se adaptou. Mas creio que isso não muda em nada; se mudasse, eu não estava aqui. É como o Garrincha. Garrincha deu certo, né”, brincou Wesley, que deu coletiva em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, onde o Brasil treina antes de enfrentar a Argentina, sexta-feira, na Arábia Saudita.

Wesley Moraes foi convocado de última para substituir David Neres, cortado por lesão. Antes de chegar ao futebol inglês e entrar nos planos de Tite, rodou por mercados alternativos.

O primeiro contrato profissional veio no Itabuna, na Bahia, em 2014. Mas Wesley não demorou a iniciar uma vida de nômade.

“Eu comecei a jogar bola muito jovem e fui para a Europa muito jovem. No Atlético de Madrid (onde fez testes, mas não foi aprovado), tive uma experiência muito boa. Também joguei na Eslováquia (Trencin), onde pude jogar no profissional”, contou.

Pai de dois filhos — o primeiro nascido quando Wesley tinha 15 anos —, o rapaz de Juiz de Fora trabalhou em uma fábrica de pregos e parafusos antes de ser aceito no futebol. Àquela altura, não tinha mais a presença do pai, que morreu quando o atacante tinha 9 anos e de quem herdou o porte físico: “A altura é de família. Meu pai também era grande e forte. Meus irmãos também são altos, fortes”.

Na passagem pela Europa, também fez testes em clubes como Nancy e Evian, da França, mas a explosão se deu na Bélgica, a partir de 2016.

No Club Brugge, a adaptação foi facilitada pela presença de outros jogadores brasileiro e do técnico Michel Preud’homme, ex-goleiro que chegou a ir para o Fluminense na década de 1990. Em 2018, o brasileiro foi eleito o melhor jogador jovem da temporada.

Nas últimas duas temporadas na Bélgica, marcou 30 gols. E aí apareceu o Aston Villa para pagar € 25 milhões e levá-lo para a principal liga do mundo. Agora na seleção, Wesley continua sonhando: “Espero mostrar o meu trabalho para poder ter mais oportunidades. Tenho sonhos, um deles é jogar a Copa do Mundo”. 


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