NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
ILUSTRADO
Quinta-feira, 23 de Janeiro de 2020, 15h:19

PERSONALIDADE

De Homem-Formiga a homem comum, de novo

Paul Rudd dá um tempo no super-herói da Marvel e estreia a série ‘Cara x cara’, misto de comédia e drama com ficção científica. Ele encarna um executivo desmotivado que busca tratamento, mas acaba clonado e diante de uma verão superior de si mesmo

Como tantas outras pessoas, Paul Rudd saiu de “Era uma vez em... Hollywood” pensando em Brad Pitt. Ao passar três horas vendo um Pitt confiante brigar com Bruce Lee, fazer amizade com Leonardo DiCaprio e tirar a camisa para consertar uma antena de TV, Rudd se sentiu um pouco impressionado e intimidado, mas também achou que seu lugar na hierarquia cultural havia sido esclarecido.
“Pensei: Deus, que estrela de cinema apenas tão legal”, diz, reconhecendo que o público nunca o verá da mesma forma. “Aceitei bem cedo que não seria aquele cara que as pessoas veriam e pensariam: É ele que eu quero ser!”
Rudd é um astro do cinema e da TV há mais de 25 anos, desde sua primeira aparição em “As patricinhas de Beverly Hills” até sua primeira série da Netflix, “Cara x cara”, que estreia nesta sexta, dia 18.
Embora alguns de nós possamos sentir como se o conhecêssemos desde sempre, ele está, aos 50 anos, alcançando um novo ápice da fama, em parte graças aos blockbusters da Marvel em que vive o super-herói Homem-Formiga. Mas seu herói fantasiado é uma exceção. Rudd, que também roda um novo filme dos “Caça-fantasmas” com estreia prevista para meados do ano que vem, encontrou seu lugar na cultura pop interpretando pessoas que não necessariamente andam triunfalmente, salvam o dia ou provocam suspiros.
Mas os papeis no estilo calado e durão de Brad Pitt “não aparecem para mim, e eu não estou lutando por eles”. Seu filão, entende Rudd, é um certo homem comum que, apesar da boa aparência e do carisma, é um símbolo de mediocridade. Em suas interpretações mais bem-sucedidas, enfrenta problemas comuns; é abençoado com um timing cômico impecável ma sé mais engraçado quando está frustrado e fracassando. Às vezes, pode parecer duas pessoas em uma.
É essa dicotomia que Rudd usa a seu favor em “Cara x cara”, uma dramédia com virada de ficção científica. Na série, ele vive Miles, um desmotivado executivo que perdeu a paixão no trabalho e no casamento. Após a dica de um colega, ele tenta um misterioso tratamento de spa, do qual espera sair um novo e melhor homem —mas que resulta na criação de um clone, aparentemente superior a Miles em todas as formas.
“Cara x cara” foi criado e escrito por Timothy Greenberg, um ex-produtor executivo do “Daily show”. Greenberg tirou inspiração de vários lugares, como um pesadelo de infância sobre conhecer seu clone e até uma discussão frequente com sua mulher. “Ela dizia: por que você não consegue ficar feliz agora?. E eu pensava: quem não quer sempre poder ligar a melhor versão de si mesmo?”
OUVINDO VOZES
Rudd também acrescentou muitas de suas próprias ideias à série. Encomendou piadas específicas para os personagens e tinha uma estratégia própria para interpretar o velho e o novo Miles quando um aparecia diante do outro: primeiro, gravava o áudio do seu diálogo, depois gravava as cenas com um aparelho auditivo, escutando a própria voz.
“Era como uma coreografia. Eu ouvia as palavras, me lembrava das minhas ações, e agia como se estivesse olhando para mim mesmo”, disse.
Jonathan Dayton e Valerie Faris (de “Pequena Miss Sunshine”), o casal de cineastas que dirigiu os oito episódios de “Cara x cara”, disseram que a contribuição de Rudd ajudou a criar o espírito certo. O personagem do velho Miles “é um pouco sem sal”, diz Valerie: “Mas você sabe que é o Paul, então vai ser mais do que um cara que está meio deprê”.

 


Comentários







Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do site. Clique aqui para denunciar um comentário.



ENQUETE
A quem interessa a rixa entre o governador Mauro Mendes e o prefeito Emanuel Pinheiro?
Ao governador do Estado
Ao prefeito da Capital
Aos grupos políticos que miram as eleições de 2020
Isso só prejudica a população em geral
PARCIAL