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Cuiabá MT, Sábado, 23 de Março de 2019

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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2019, 10h:01

JORNALISMO

Maria Júlia Coutinho fala sobre estreia no plantão do JN

Desde que foi anunciada na escala do telejornal, no último dia 13, a novidade gerou grande repercussão na internet

KARINA MATIAS
Da Folha Press
TV Globo
A jornalista Maria Julio Coutinho, na bancada do Jornal Nacional

Poucos dias após estrear na bancada do Jornal Nacional, da Globo, no último fim de semana, a jornalista Maria Júlia Coutinho, 40 anos, diz acreditar que o fato de ser a primeira mulher negra a apresentar o telejornal seja "simbólico" e "representativo", mas afirma que torce para isso mudar em um futuro próximo.

"Infelizmente, ainda é notícia. Espero que isso se torne cada vez mais comum e, no futuro, a cor da pele de um profissional não seja notícia, nem mereça destaque", diz Maju. "Fico honrada e feliz por fazer parte de uma bancada com tanta credibilidade como a do JN. É um momento importante na minha carreira."

A jornalista entra para o time de profissionais que se revezam na apresentação do programa aos sábados e feriados, quando os titulares William Bonner e Renata Vasconcellos estão de folga. Se Maju foi a primeira mulher negra, o apresentador Heraldo Pereira é o representante negro da bancada desde 2002.

Pereira participa do rodízio de apresentadores, embora a sua presença tenha sido reduzida desde que ele passou a comandar o Jornal das Dez, da GloboNews.

Além dos dois jornalistas, integram o time de plantonistas do JN os apresentadores Rodrigo Bocardi, Dony de Nuccio (na vaga de Alexandre Garcia), César Tralli, Sandra Annenberg, Ana Luiza Guimarães, Flávio Fachel (no lugar de Chico Pinheiro), Monalisa Perrone e Ana Paula Araújo.

Outras profissionais negras têm destaque na Globo, como Gloria Maria, que já apresentou o Fantástico e hoje trabalha no Globo Repórter, e Zileide Silva, repórter e apresentadora de telejornais como o Jornal Hoje, aos sábados.

Mas foi a primeira vez que uma mulher negra assumiu a bancada do JN. "Entrar para o plantão [do JN] foi uma decisão da direção da emissora, que deixou claro que minha trajetória até aqui me permitiu chegar a esse lugar", afirma Maju, que tem quase 20 anos de jornalismo.

Desde que foi anunciada na escala do telejornal, no último dia 13, a novidade gerou grande repercussão na internet. William Bonner deu boas- indas à colega, e Maju disse que o público, em geral, foi carinhoso. "Para bobagens, nem dou ouvidos."

A jornalista foi vítima de racismo em 2015 e, na época, fez um pronunciamento ao vivo no Jornal Nacional sobre as ofensas: "Os preconceituosos ladram, mas a caravana passa!" Questionada sobre possíveis novos ataques, Maju reforça que racismo é crime. "Se houver agora ou em algum outro momento da minha vida, usarei a lei, como já fiz."

Conhecida do público por falar sobre a previsão do tempo na segunda edição do SPTV e, desde 2015, no próprio Jornal Nacional, Maju afirma que, no momento, não pensa em deixar a meteorologia.


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