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Cuiabá MT, Segunda-feira, 17 de Fevereiro de 2020
ILUSTRADO
Terça-feira, 04 de Fevereiro de 2020, 15h:58

MÚSICA

Marilia Mendonça artista vai aonde o povo está

Maior sucesso da música brasileira dos últimos anos, cantora goiana registra em série do Globoplay seu projeto de prestigiar os fãs cantando de graça nas 27 capitais

Para que gravar mais um show e lançar em DVD se dá para gravar 27? Recordista do streaming brasileiro e também das arenas (mês passado, ela cantou para 20 mil pessoas no Expoacre — o maior público já registrado pela feira), a cantora e compositora Marilia Mendonça chegou ao Globoplay com a primeira temporada de “Todos os cantos”. A série documental acompanha a realização do mais ambicioso plano desta que é a mais popular voz brasileira dos últimos anos: o de prestigiar os fãs em todas as capitais do país, cantando gratuitamente — e de surpresa — em locais públicos.
“Logo no início, vi que seria impossível realizar o projeto do jeito que sonhei: chegar na cidade, pegar um músico e cantar sentada no banco da praça”, conta Marilia, goiana de 24 anos, que começou ainda menina compondo para duplas sertanejas de sucesso até decidir arriscar-se, em 2014, cantando suas canções.
“Na primeira cidade que escolhemos, Belém (em setembro do ano passado), ainda não tinha palco, fizemos o show em um monumento, no centro da cidade. Foi aí que percebemos que a estrutura teria que ser muito diferente, pela quantidade de pessoas, pela segurança de todos. Em Goiânia, a segunda cidade, tudo já ficou maior e foi crescendo”, disse.
Diretor de dois de seus DVDs — o primeiro, gravado sem plateia, em Goiânia, e o segundo, com um público de 40 mil pessoas em Manaus —, Fernando Trevisan, o Catatau, assumiu o leme da parte documental de “Todos os cantos” (como produto fonográfico, o projeto já rendeu três EPs ao vivo — faixa do mais recente deles, “Todo mundo vai sofrer” tornou-se, depois de algumas semanas no topo das paradas, a música feminina mais bem-sucedida da história do Spotify).
“Muita coisa pode acontecer, o “Todos os cantos” não tem um roteiro, os episódios podem mudar completamente de acordo com o que acontece”, diz Catatau, revelando que já tem 17 apresentações gravadas, no Norte e Nordeste, e mais 10 por gravar, passando pelo Sul e Sudeste (a de São Paulo deve ser a última).
“Não sabíamos como íamos lançar um produto como esse (que ia além de um DVD), mas aí as plataformas abriram esse espaço para as séries e isso resolveu um problema do streaming: o público consome tudo muito rápido e logo quer mais”.
BASTIDORES DA JORNADA
Com participações especiais de amigos astros do sertanejo e de estrelas de cada cidade (que aparecem de surpresa), “Todos os cantos” conta com quatro episódios em sua primeira temporada, e deve ter de quatro a seis na segunda (ainda a ser programada). Além dos shows em si, Catatau acompanha todo a jornada de Marilia: a chegada às cidades, a panfletagem para o show e os encontros com o povo, sempre muito caloroso com a sua “ídola” pé-no-chão.
Aliás, uma dose de humor é garantida pelas intervenções não programadas da cantora, com seu jeito muito expansivo, sincero e até mesmo um tanto atabalhoado de ser.
“Meu foco era na intensidade do que a Marilia estava fazendo em cada lugar”, explica o diretor, que conheceu a estrela quando ela ainda era um talento tentando a sorte na composição e nos restaurantes de Goiânia, muitas vezes em troca de uma refeição.
“Eu achava que a Marilia ia ser uma Cássia Eller do sertanejo, ela era muito natural, só se preocupava em cantar. Se a onda das mulheres na cena acabasse, eu tinha certeza de que era ela quem iria sobrar. O sucesso não foi uma surpresa para mim”, disse.
Com depoimentos de família e equipe, que a acompanham desde o começo da carreira, o documentário “Todos os cantos” ganhou, no meio do caminho, um elemento a mais de emoção: a descoberta da gravidez de Marilia. Daqui a alguns meses, ela interrompe o projeto para ser mãe, e em 2020 volta com força total para completá-lo — em disco e filme.
“Na minha rotina de trabalho ainda não precisamos adaptar nada, tenho seguido com a agenda de shows normalmente e devo continuar assim até o final do ano”, assegura a cantora.
“O “Todos os cantos” foi pensado para ser gravado sem um prazo final, estamos fazendo sem pressa”, conclui.


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