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Cuiabá MT, Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020
ILUSTRADO
Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2020, 07h:57

CINEMA

Por que "Minha Mãe É Uma Peça 3" caiu no gosto do cuiabano

Identificação com Hermínia, a mãe protagonista do longa, é um dos fatores que tem levado uma multidão aos cinemas

LAIS FREITAS
Especial para o DIÁRIO

Desde que entrou em cartaz, em 26 de dezembro, o filme Minha Mãe É Uma Peça 3 se transformou em um dos campeões de bilheteria nos cinemas de Porto Alegre. A comédia estrelada pelo ator Paulo Gustavo domina a programação nas principais salas da cidade, frequentemente com sessões lotadas.
Na tarde de domingo (12), não faltou quem dedicasse algumas horas do dia para assistir à continuação da história de Dona Hermínia (Paulo Gustavo), a mãe que tem de encarar o fato de que os filhos estão formando novas famílias e saindo de casa. O sentimento de identificação com a personagem e seus trejeitos é um dos principais fatores que têm levado uma multidão aos cinemas.
“Me identifiquei muito com história. Eu moro em Chapada e minha filha veio para Cuiabá fazer a vida dela. Às vezes, quando os filhos saem de casa, a gente perde uma parte da gente”, diz a professora Maria de Deus.
Visitando a família na Capital, Maria foi a uma das salas do Shopping Pantanal acompanhada das filhas Carla Rodrigues e Vitória, da irmã Ana e da sobrinha Luciene, que estava com a filha Emily da Rosa. Fã da franquia desde a primeira película, Carla considera que história evoluiu em relação às partes anteriores, mantendo o bom-humor.
“Para mim, o mais marcante foi a diferença que ela fez na formação do caráter dos filhos”, elogia Carla.
Habitualmente, a autônoma Lívia Carolina e a estudante Maria Antônia preferem ver filmes de terror no cinema. No entanto, no domingo, o casal decidiu abrir uma exceção e escolheu a comédia, buscando um momento de descontração.
“Mãe é tudo igual, só muda o endereço. O jeito que ela (Hermínia) reclama é igualzinho ao da minha mãe”, brinca Maria.
Já Lívia lembra que passou, na vida pessoal, por situações semelhantes às abordadas na história: “Destaco a parte da aceitação do filho dela. Quando me assumi homossexual, minha mãe me aceitou e me apoiou. E também vejo semelhanças quando saí de casa e minha mãe ficou triste no início”.
Na avaliação da professora Caroline Redivo, é impossível não se lembrar da própria mãe, ao ver Hermínia na telona. Ela foi ao cinema acompanhada do namorado, o fisioterapeuta Eduardo Teixeira.
“Achei que os personagens amadureceram, mas sem perder o humor no filme. O bom-humor e a preocupação com filhos, às vezes até sufocando-os, acabaram lembrando a minha mãe”, considera Caroline.
“O filme é bem engraçado. Vejo um pouco da minha mãe nele, ainda que as vezes a personagem seja mais exagerada”, pondera Eduardo.
Depois de ouvir a recomendação de familiares e amigos, as irmãs Márcia Rosa e Lisiane Machado acabaram decidindo ver a terceira parte da história protagonizada por Dona Hermínia.
“Eu me vejo e me inspiro nela, defendendo os filhos. Amor de mãe é isso”, conta a empregada doméstica Lisiane, que tem três filhos.
Para a técnica em enfermagem Márcia, que acompanha a franquia desde a primeira edição, a história ainda tem fôlego para ganhar novas edições nos próximos anos. E ela promete não perder nenhum capítulo.
“Se precisar, vamos vir mais 10 vezes para ver Minha Mãe É Uma Peça” comenta.
Mesmo em cartaz há mais tempo (estreou em 26 de dezembro), “Minha mãe é uma peça — 3”, o fenômeno de Paulo Gustavo, superou esta semana o blockbuster americano “Frozen 2”, da Disney, que estreou em 2 de janeiro. O filme brasileiro chegou aos 5,8 milhões de ingressos, bem à frente da animação (3,9 milhões) e de outra superprodução da Disney, o último “Star Wars” (2,6 milhões).


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