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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2018, 18h:06

TELEVISÃO

Romance de Jane Austen na tela da Globo

Nova trama das 18h, ‘Orgulho e paixão’, terá personagens inspirados no universo da escritora inglesa

Ao contrário de autores que buscam em obras clássicas a inspiração para criar apenas um ponto de partida de suas tramas, Marcos Bernstein foi mais fundo no universo de Jane Austen (1775-1817) em “Orgulho e paixão”, a nova novela das 18h da Globo. O dramaturgo se baseou em diferentes livros da inglesa — muitos já adaptados pelo cinema mundial —, para criar, de forma livre, os personagens do seu folhetim, que estreia na segunda quinzena de março, na Globo. \"Jane Austen é uma autora pop e tem um universo de personagens femininos com romances muito interessantes para uma novela. Por que não se inspirar com mais proximidade dessas obras?\", — diz o autor, que quer levar ao ar “uma história romântica e bem-humorada”. Ambientada no início do século XX, no fictício vilarejo Vale do Café, no interior de São Paulo, a novela, com direção artística de Fred Mayrink, tem sua história central tirada de “Orgulho e preconceito”, um dos livros mais populares de Austen, publicado pela primeira vez em 1813. A protagonista Elisabeta (Nathalia Dill) é uma das cinco filhas do casal Ofélia Benedito (Vera Holtz) e Felisberto Benedito (Tato Gabus Mendes). Cheia de atitude, ela questiona os costumes da época e o maior desejo da mãe, que vê o casamento como único projeto de vida possível para suas filhas. Jovem com outras aspirações que vão além de viver romances, Elisabeta sonha conhecer o mundo e ser uma mulher emancipada. E entra num conflito interno quando se apaixona pelo aristocrata Darcy (Thiago Lacerda). Ele, por sua vez, precisa questionar sua forma mais tradicionalista de encarar o mundo para viver a relação. \"Foi muito legal a ideia de assumir o universo da Jane Austen. Quando vou poder fazer de novo um livro que já li\", empolga-se Nathalia Dill. Para a atriz, a novela critica o comportamento da época de forma mais enfática que a obra original. \"Hoje não dá para uma história terminar no \'felizes para sempre\'. Além de questionar o casamento por conveniência, Elisabeta, em certo momento, vai trabalhar. E como fica a relação dela com o Darcy pós casamento\", disse. \"No romance, Darcy tinha que se adaptar a uma mulher de temperamento forte. Aqui ele precisa compreender e aceitar essa nova mulher\", completa o autor. Nathalia compara as cenas que vem gravando com seu par a um “um duelo muito ágil”. Já Lacerda vê Darcy como um homem do seu tempo em oposição ao pensamento mais avançado de Elisabeta.\" \"Como a gente conta uma história romântica do início do século XX para as pessoas do século XXI sem que esse cara fique parecendo careta, antiquado, ou até arrogante? Ele tem uma introjeção, é mais reservado do que um herói moderno. Se não tiver cuidado, pode parecer um vilão, aos olhos contemporâneos. Essa é a minha maior dificuldade\", assume o ator. RAPIDEZ E REVIRAVOLTAS - A novela terá ainda personagens inspirados em “Razão e sensibilidade” (1811), “Emma” (1815) e “A Abadia de Northanger” (1818). O autor não conseguiu encaixar nenhuma trama de “Persuasão” (1818), outro romance popular da inglesa. Bernstein manteve as histórias das três filhas que achava mais interessantes em “Orgulho e preconceito”: Elisabeta, Jane (Pamela Tomé), e Lídia (Bruna Griphão). E trocou duas das irmãs, que não tinham tramas tão desenvolvidas em sua opinião, por Mariana (Chandelly Braz), de “Razão e sensibilidade”, e Cecília (Anaju Dorigon), inspirada na Catarina de “A Abadia de Northanger”. A melhor amiga de Elisabeta, jovem considerada a casamenteira oficial do Vale do Café, com um pensamento oposto ao da protogonista, será Ema Cavalcante (Agatha Moreira), saída de “Emma”. \" Peguei esses personagens para fazer um novo voo. Se fosse usar apenas Jane Austen, a novela acabaria em três semanas. As tramas dela não são rebuscadíssimas, os romances repetem uma certa mecânica. E as novelas hoje são rápidas, têm muitas reviravoltas. Achei mais interessante usar tramas e personagens específicos para desenvolvê-los de outra forma\" — explica Bernstein. O autor promete uma novela de mulheres fortes. \" A gente não dialoga de maneira explícita com as questões contemporâneas, mas discute esses temas. Elisabeta é uma feminista mesmo sem saber. Ela luta pelo seu \'empoderamento\' mais pela atitude do que pelo discurso\", completa.

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