Diario de Cuiabá

Terça-feira, 22 de Dezembro de 2015, 20h:13

Ataque jihadista mata nove alunos na Síria

O ataque executado pelo Estado Islâmico também deixou 20 feridos, em sua maioria alunos, no bairro de Hrabech, controlado pelo regime de Assad

Nove alunos morreram ontem em um ataque com foguetes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) contra uma escola da cidade de Deir Ezzor, leste da Síria, anunciou a agência de notícias oficial síria. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) anunciou o mesmo balanço de vítimas fatais e informou que o ataque também deixou 20 feridos, em sua maioria alunos, no bairro de Hrabech, controlado pelo regime. "É provável que o balanço piore porque alguns feridos estão em condição grave", afirmou à AFP o diretor da ONG, Rami Abdel Rahman. Damasco condenou "um ataque terrorista" e o primeiro-ministro Wael al-Halaqi afirmou que os "foguetes dos terroristas" não impedirão que o governo realize sua "missão educativa". Desde 2013, os combatentes do EI controlam quase toda a província petroleira de Deir Ezzor, apesar de metade da capital permanecer sob poder das forças do governo. A província sofreu vários bombardeios da coalizão internacional antijihadista liderada por Washington e ataques da Rússia, que apontam contra as atividades petroleiras do EI. Ao mesmo tempo, pelo menos 20 bombardeios, provavelmente russos, atingiram várias cidades da província de Latakia (oeste), reduto do presidente Bashar al-Assad, segundo o OSDH, uma ONG com sede no Reino Unido e que tem uma ampla rede de contatos na Síria. Na mesma província também aconteceram combates entre as tropas do regime e rebeldes islamitas, que deixaram mortos dos dois lados. Na região de Aleppo (norte), "cinco pessoas morreram e dezena ficaram feridas em bombardeios na localidade de Al-Bab durante as últimas 24 horas", informou o OSDH. A guerra da Síria deixou mais de 250.000 mortos em quase cinco anos e provocou a fuga de milhões de pessoas. CONVERSAÇÕES A ONU anunciou que a próxima rodada de conversações sobre a Síria acontecerá no início de 2016 em Genebra, com mediação das Nações Unidas. "As conversações acontecerão em Genebra, mas ainda não temos as datas exatas", afirmou Rhéal LeBlanc, porta-voz da ONU. Os 15 membros do Conselho de Segurança aprovaram em 19 de dezembro, por unanimidade, pela primeira vez em quase cinco anos de conflito, uma resolução que estabelece um mapa do caminho para encontrar uma solução política ao conflito. O texto prevê negociações entre a oposição e o regime, um cessar-fogo, a formação de um governo de transição nos próximos seis meses e eleições nos próximos 18 meses. As grandes potências desejam acelerar o passo com o objetivo de iniciar as discussões no início de janeiro de 2016, para que coincidam com um cessar-fogo apoiado pela ONU em toda a Síria. O conflito deixou mais de 250.000 mortos e milhões de deslocados. IRAQUE As Forças Armadas do Iraque iniciaram um ataque ontem para retirar militantes do Estado Islâmico do centro de Ramadi. "Entramos no centro de Ramadi por várias frentes e começamos a atuar nos bairros residenciais", afirmou o porta-voz do departamento de luta antiterrorista iraquiano, Sabah al-Noman. "A cidade estará completamente liberada nas próximas 72 horas", completou. O EI conquistou Ramadi, que fica 100 km ao oeste de Bagdá e capital da província de Al-Anbar, em maio de 2015. No sábado, o ministro da Defesa, Khaled al-Obaidi, anunciou que as forças iraquianas, apoiadas por bombardeios da coalizão internacional, retomariam o controle da cidade antes do fim do ano. Al-Noman afirmou que as tropas "entraram nos bairros de Al-Bikr e Al-Ramel sem grande resistência, exceto da parte de alguns franco-atiradores e homens-bomba". "É uma tática que já esperávamos", disse. A ofensiva representou um avanço importante na difícil reconquista dos territórios controlados pelos jihadistas há mais de um ano.

Fonte: Diario de Cuiabá

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