Diario de Cuiabá

Terça-feira, 30 de Abril de 2019, 01h:50

Aumento de imposto não passa na Câmara, diz Maia

ANGELA BOLDRINI
Da Folhapress – Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que a Câmara não aprovaria aumento em impostos.

A declaração vem após o secretário especial da Receita, Marcos Cintra, falar sobre a criação de um novo imposto que acabaria com a contribuição previdenciária que incide sobre folha de pagamento.

"Não vamos tratar de aumento de impostos na Câmara, não passa. O foco agora é a Previdência para fazer o país crescer, gerar empregos. Depois vamos debater a reforma tributária para cortar impostos, não para aumentar", escreveu Maia nas redes sociais.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Cintra declarou que o novo tributo para simplificar o modelo de arrecadação no país recairia inclusive sobre igrejas. Essas instituições hoje são isentas.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo desautorizando seu secretário, afirmando que foi surpreendido pelas declarações e que nenhum imposto seria criado para igrejas.

O presidente gravou o vídeo após ser questionado por líderes do grupo na manhã desta segunda-feira. Bolsonaro disse aos parlamentares que foi pego de surpresa com a declaração e informou que gravaria um vídeo para negar a cobrança de impostos.

Da base área de Brasília, de onde embarcou na manhã de ontem para Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro gravou um vídeo no qual diz ter sido surpreendido com a declaração de Cintra de que até fiéis pagariam impostos sobre o dízimo. Em uma mensagem de 41 segundos, Bolsonaro disse duas vezes que nenhum imposto será criado para as igrejas.

PROTESTO

Parlamentares que integram a bancada evangélica reagiram à proposta do secretário da Receita, Marcos Cintra, que em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo defendeu a criação de um tributo sobre todas as transações financeiras, o que incluiria até as contribuições de fiéis de igreja.

"Ele se esquece que 90% da Câmara e do Senado é constituído por pessoas de diversas religiões. E o presidente Bolsonaro deixou bem claro que não haverá tributação das religiões", disse o deputado Lincoln Portela (PR-MG).

Um dos maiores expoentes da bancada evangélica, o deputado Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) foi às redes sociais criticar a ideia de Cintra. "Alô Marcos Cintra do Ministério da Economia! Acho que você faltou à aula, mas vou te dar uma dica pra você recuperar a matéria. No direito tributário, existem três modalidades de arrecadação: imposto, contribuição de melhorias e taxas. A igreja é imune aos impostos", escreveu. 


Fonte: Diario de Cuiabá

Visite o website: dev.diariodecuiaba.com.br