Diario de Cuiabá

Quinta-feira, 10 de Outubro de 2019, 08h:58

Campanhas de deputados foi feita com propina, disse Riva

O ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva garante que os deputados estaduais que disputaram a reeleição nos anos de 2010 e 2014 financiaram as suas campanhas com dinheiro oriundo de propina, referente a recursos desviados do Parlamento Estadual.

A afirmativa conta em documento encaminhado ao Ministério Púbico Estadual (MPE), onde o ex-parlamentar expõe o seu desejo de firmar um acordo de delação premiada com o órgão.

Conforme Riva, somente no ano de 2010 foram levantados aproximadamente R$ 10 milhões pra financiar a campanha de diversos parlamentares. O recurso foi levantado pelo ex-presidente com o auxílio do então governador Silval Barbosa.

Desta forma, além dos R$ 3 milhões desviados do Legislativo Estadual neste ano, o ex-governador ainda contribuiu com R$ 7 milhões. Riva garante que todos os deputados da legislatura de 2011 e 2015 foram beneficiados, assim como o atual secretário-adjunto da Casa Civil Carlos Brito, e o atual deputado federal Neri Gueller.

Apesar de detalhar as manobras envolvendo apenas as eleições de 2010 e 2014, Riva garante que esta prática ocorre desde 1988. “Desde o ano de 1998, o Colaborador participou ativamente de todos os pleitos eleitorais ora como 1º Secretario ora como Presidente da ALMT, razão pela qual atuou diretamente nas campanhas à reeleição até o ano de 2014. Nessa esteira, detém pleno conhecimento das propinas envolvidas nesses intentos políticos”, afirma trecho do documento.

Informações revelam também que a Assembleia não arcava com as despesas de campanha eleitorais somente de Deputados Estaduais, mas também de Prefeitos e Vereadores Municipais, “uma vez que havia forte pressão dos membros da Casa de Leis Estadual para o fornecimento de recursos”.

Para comprovar as suas alegações, o ex-presidente afirma que pretende apresentar documentos, e ainda indicou três testemunhas. Trata-se de Geraldo Lauro, Luiz Marcio Pommot e Cristiano Volpato. 


Fonte: Diario de Cuiabá

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