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Terça-Feira, 23 de Dezembro de 2014, 20h:19

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Ataques já mataram mais de mil jihadistas

Os EUA e países aliados conduzem bombardeios contra os extremistas na Síria e no Iraque, países onde o Estado Islâmico declarou um califado

Mais de mil jihadistas morreram na Síria em três meses de ataques da coalizão liderada pelos Estados Unidos, anunciou ontem a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). "Desde o início dos ataques [em 23 de setembro], pelo menos 1.171 pessoas morreram em ataques árabes e internacionais na Síria, entre eles 1.119 jihadistas do Estado Islâmico e da Frente al-Nusra", disse. Os EUA e países aliados conduzem bombardeios contra os extremistas na Síria e no Iraque, países onde o Estado Islâmico declarou um califado. Acusado de crimes de contra a humanidade, o EI conta com dezenas de milhares de combatentes. O grupo cometeu estupros, sequestros e decapitações nas regiões sob seu controle na Síria e Iraque. Segundo a contagem da ONG, os bombardeios mataram 1.046 membros do EI, em sua maioria não sírios; 72 da Frente al-Nusra; um prisioneiro jihadista cujo grupo não foi determinado; e 52 civis. Os Estados Unidos e seus aliados diminuíram o ritmo dos ataques aéreos na Síria em comparação ao primeiro mês da ofensiva. No total, os Estados Unidos realizaram 488 ataques aéreos na Síria até 15 de dezembro, de acordo com dados militares do país. ALERTA O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, fez um alerta ontem sobre novas ameaças terroristas após o sequestro em uma cafeteria de Sydney. O alerta foi feito durante a homenagem prestada aos dois reféns que morreram na tragédia ocorrida há uma semana na maior cidade do país. Tony Abbott insistiu que os australianos a partir de agora estão expostos a eventuais ataques. As comunicações terroristas se intensificaram depois do sequestro e é crucial que "a população redobre as precauções", declarou depois de uma reunião do conselho interministerial de segurança nacional. "Estou alertando as pessoas para o fato de que o nível de ameaça se mantém alto e que, a este nível, um ataque é provável", disse Abbott. A polícia afirmou que vai aumentar a sua presença em locais proeminentes, como a região do Sydney Opera House, no período de Natal. SEQUESTRO Man Haron Monis fez 17 reféns no café Lindt Chocolate em Martin Place, uma área central de Sydney de lojas e escritórios, num ataque iniciado na manhã da segunda-feira da semana passada. O agressor obrigou os reféns a colocar na vitrine uma bandeira negra geralmente utilizada por grupos jihadistas. A Austrália participa junto aos Estados Unidos na luta contra o grupo Estado Islâmico e em setembro elevou o nível de alerta frente à ameaça terrorista que representam os jihadistas que voltam da Síria e do Iraque. Dois reféns, o gerente do café, Tori Johnson, e a advogada Katrina Dawson foram mortos, juntos com Monis, quando a polícia invadiu o café. Uma investigação sobre o ocorrido e as mortes está sendo feita. Alguns dos 17 reféns feitos por Monis estiveram no funeral de Johnson, 34, numa igreja a metros do café. Autoridades do Estado de Nova Gales do Sul também compareceram. Mais de mil pessoas estiveram presentes na cerimônia em separado para Dawson, 38, na Universidade de Sydney. Os três filhos dela, de quatro, seis e oito anos, escolheram músicas para a ocasião. Um tapete de milhares de buquês de flores foi retirado de Martin Place ontem. As flores serão trituradas e espalhadas em local ainda a ser determinado.

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