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Sexta-Feira, 02 de Janeiro de 2015, 20h:49

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Biden pede ajuda do Brasil com Cuba

ANDRÉIA SADI, FLÁVIA FOREQUE e VALDO CRUZ

A presidente Dilma Rousseff e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, discutiram na quinta-feira em Brasília formas de o Brasil ajudar no processo de reaproximação dos norte-americanos com Cuba. Biden acompanhou a posse de Dilma no Palácio do Planalto e se reuniu com ela por cerca de uma hora no Itamaraty, no início da noite. Integrantes do governo disseram que a intenção de Dilma é fazer uma visita de Estado aos EUA até setembro. A vinda de Biden ao Brasil representa mais um gesto da Casa Branca após o estremecimento causado pelas revelações de espionagem em setembro de 2013. O vice de Barack Obama é a autoridade mais graduada enviada para uma posse presidencial brasileira desde Fernando Collor - em 1990 o então vice-presidente, Dan Quayle, veio para a posse do primeiro mandatário eleito pelo voto direto após a ditadura militar (1964-1985). No encontro desta quinta, realizado a portas fechadas, Dilma e Biden discutiram o que pode ser feito e o papel do Brasil para auxiliar na distensão da relação com a ilha de Fidel e Raúl Castro. Os Estados Unidos e Cuba retomaram relações diplomáticas em dezembro após 53 anos. O acordo histórico foi mediado pelo papa Francisco e prevê reabertura de embaixadas e medidas em setores como comunicações, turismo e bancos. Na ocasião, o Brasil chegou a ser informado do acordo momentos antes da declaração oficial. Integrantes do Itamaraty afirmam que a participação de Cuba na OEA (Organização dos Estados Americanos) também foi discutida por Dilma e Joe Biden. Ao deixar o Itamaraty, o vice-presidente dos EUA falou rapidamente com a imprensa e demonstrou otimismo. "É um novo começo." Após as revelações de que foi um dos alvos da espionagem norte-americana, Dilma chegou a cancelar a visita de Estado que faria a Washington, em outubro de 2013. Questionado se a presidente brasileira planeja retomar a viagem, Biden respondeu: "Espero que sim". À noite, a Casa Branca divulgou nota sobre o encontro afirmando que Dilma e o vice-presidente dos EUA "concordaram sobre a necessidade de [os dois países] trabalharem em uma parceria equitativa para o desenvolvimento de uma agenda robusta e ambiciosa de cooperação bilateral, regional e global renovadas". Na tarde de quinta, Dilma deu posse ao novo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, então embaixador do país em Washington. Ao lado de seu antecessor, Luiz Alberto Figueiredo, o novo titular do Ministério das Relações Exteriores acompanhou o encontro com Biden.

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