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MUNDO
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015, 20h:34

MERCOSUL

Cúpula sem Nicolás Maduro e com Macri

A presença de Maduro foi descartada, alegando compromissos internos que coincidem com seus recentes desencontros verbais com o novo líder argentino

Os presidentes do Mercosul se reuniram ontem em Assunção em uma cúpula com mudanças de direção no campo econômico e marcada pela abertura comercial do argentino Mauricio Macri, pela ausência do venezuelano Nicolás Maduro e por um debate sobre os direitos humanos e os desafios econômicos no bloco. Além de Macri, participam da reunião os presidentes dos demais países do Mercosul: a presidente Dilma Rousseff, o uruguaio Tabaré Vázquez e o anfitrião Horacio Cartes. Também assistem, como membros associados, Michelle Bachelet, do Chile, e Evo Morales, da Bolívia. A presença de Maduro foi descartada na noite de domingo, alegando compromissos internos que coincidem com seus recentes desencontros verbais com o novo líder argentino. O presidente venezuelano será representado por seu chanceler, Delcy Rodríguez. Espera-se que Macri, que já havia questionado a saúde da democracia na Venezuela, peça na cúpula a libertação dos políticos presos no país caribenho, cujos estandartes são os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, após julgamentos questionados por organizações de direitos humanos. Em sua reunião no domingo para preparar a declaração final, os ministros das Relações Exteriores debateram os direitos humanos no bloco, mas evitaram a qualquer custo abordar o tema da Venezuela com a imprensa. O chanceler Eladio Loizaga do Paraguai, país que entrega a presidência temporária ao Uruguai após a cúpula, afirmou aos jornalistas que foi discutido o estabelecimento de uma comissão que vigie os direitos humanos, como as que existem na ONU e na OEA: "Também em nível Mercosul queríamos ter um instrumento que possa ir medindo este compromisso". O ministro acrescentou que se espera que a Venezuela, que se uniu ao bloco em 2012, assine o Protocolo de Assunção sobre direitos humanos, que tem 10 anos. "É importante para o Paraguai que todos os cidadãos que tenham uma dívida com a justiça recebam um tratamento em conformidade com o Estado de Direito, que se respeite o devido processo e que o cidadão tenha direito a uma livre defesa", disse Loizaga. A presidente Dilma Rousseff dedicou parte de seu discurso ontem na Cúpula do Mercosul a saudar a primeira participação do novo presidente argentino, Maurício Macri, que assumiu a Casa Rosada no último dia 10. Dilma desembarcou em Assunção na manhã desta segunda e seguiu direto para o Centro de Convenções Conmebol. À tarde, retornou para Brasília para a posse de Celso Barbosa no Ministério da Fazenda.

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