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MUNDO
Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2015, 20h:36

ESCRAVAS SEXUAIS

Japão e Coreia firmam acordo

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse ontem que o acordo entre o Japão e a Coreia do Sul sobre as escravas sexuais durante a II Guerra Mundial abre uma “nova era” nas relações entre os dois países. “O Japão e a Coreia do Sul saúdam a nova era”, disse Shizo Abe aos jornalistas, depois de falar ao telefone com o presidente Park Geun-Hye, da Coreia do Sul. Os dois países chegaram a um acordo sobre a delicada questão das mulheres submetidas à escravidão sexual pelas forças de Tóquio durante a II Guerra Mundial. A península da Coreia foi colónia japonesa desde 1910 até ao final da II Guerra Mundial, em 1945. O acordo prevê uma compensação às sobreviventes que atinge um valor total de mais de oito milhões de dólares. “Vamos ser capazes de alcançar uma solução irreversível no ano em que assinalamos sete décadas sobre o final da II Guerra Mundial”, acrescentou o primeiro-ministro japonês. Muitas já morreram e a mais jovem tem hoje 88 anos. Mas, há décadas, as memórias destas mulheres formam uma triste barreira nas relações do Japão com vários de seus vizinhos asiáticos. Conhecidas mundo afora como \"mulheres de conforto\", elas foram tratadas como escravas sexuais a serviço dos soldados japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. A imensa maioria era de sul-coreanas: estima-se que o total chegou a 200 mil, mas hoje apenas 46 delas estão vivas na Coreia do Sul. Ainda que as primeiras denúncias tenham vindo à luz em 1981, o Japão só reconheceu o uso de bordéis de guerra 12 anos mais tarde. Em 2007, Tóquio ofereceu desculpas ao país. Só ontem, entretanto, autoridades do Japão e da Coreia do Sul enfim selaram um acordo que inclui um fundo de compensação de US$ 8,3 milhões (cerca de R$ 32 milhões) para apoiar as sobreviventes. Muitas destas mulheres morreram dentro dos bordéis militares. \"Somos muito velhas. Todos os anos morremos, uma por uma. Pode ser que a guerra tenha terminado, mas para nós continua\", disse em 2013 uma delas, a sul-coreana Lee Ok-seon.

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