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Terça-Feira, 23 de Dezembro de 2014, 20h:20

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Prefeito de Nova York pede pausa após morte de polícia

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, tentou aliviar as tensões com a polícia da cidade na segunda-feira, pedindo a suspensão dos protestos contra o uso excessivo de força até depois do funeral de dois policiais mortos por um atirador no fim de semana. De Blasio, um democrata que foi duramente criticado por alguns sindicatos de policiais por suas ações diante de protestos contra os assassinatos de dois homens negros desarmados pela polícia, pediu que a cidade estivesse ao lado das famílias dos policiais mortos no sábado. "É hora para todos nós colocarmos de lado nossos debates políticos, deixar de lado os protestos, deixar de lado todas as coisas sobre as quais falaremos no tempo certo", disse de Blasio em um discurso para uma organização de caridade ligada ao Departamento de Polícia de Nova York. "Vamos confortar essas famílias, vamos acompanhá-las nesses funerais. Depois o debate pode começar." O Departamento de Justiça condenou o ataque, no qual um homem de 28 anos com um histórico problemático surpreendeu dois policiais que estavam de patrulha em seu carro no Brooklyn. VINGANÇA Ele teria matado os policiais, aparentemente, para vingar as mortes de Michael Brown, em Ferguson, no Missouri, e Eric Garner, na cidade de Nova York. O atirador se matou após o ataque. Investigadores estão checando se o atirador, identificado como Ismaaiyl Brinsley, compareceu a alguns dos protestos contra o uso excessivo de força dos policiais e disseram que o suspeito havia feito comentários contra a polícia na Internet. RELAÇÃO TENSA Mais cedo na segunda-feira, o comissário policial William Bratton exigiu que as tensões se aliviassem depois que alguns policiais acusaram De Blasio de não apoiar suficientemente a polícia. De Blasio havia simpatizado com os manifestantes que tomaram as ruas depois que os jurados se negaram a acusar os policiais brancos pelos assassinatos. De Blasio foi eleito no ano passado com a promessa de avançar no campo dos direitos civis, depois de duas décadas nas quais seus antecessores enfatizaram políticas de lei e ordem que ajudaram Nova York a quebrar sua reputação de cidade violenta. PROTESTO Vários policiais viraram as costas para De Blasio em protesto quando ele chegou no hospital do Brooklyn, onde os dois policiais foram levados após serem baleados. O sindicato dos policiais disse que o prefeito estava com as mãos sujas de sangue. Quem saiu em defesa de De Blasio foi o governador do Estado, Andrew Cuomo, dizendo que o prefeito "está fazendo o melhor que pode sob circunstâncias muito difíceis".

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