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MUNDO
Segunda-feira, 21 de Dezembro de 2015, 20h:35

IGREJA

Reforma continuará com muita determinação, afirma o papa

O Papa Francisco afirmou ontem que a reforma da Cúria "seguirá adiante com determinação, lucidez e resolução", durante sua mensagem de Natal aos cardeais e bispos que trabalham no Vaticano. No ano passado, o pontífice havia pronunciado um discurso muito severo, no qual denunciou as 15 "enfermidades" da Cúria, entre elas "o Alzheimer espiritual, a mundanismo e corrupção". Em seu discurso de ontem, Francisco propôs antibióticos para estas doenças e enumerou um "catálogo de virtudes necessárias e não exaustivo" para trabalhar devidamente no seio da Cúria. Recebido em um clima de tensão, o Papa fez seu discurso sentado e explicou que se sentia cansado há vários dias devido a uma gripe. No ano passado, seu discurso gerou hostilidade no Vaticano, já que muitos cardeais o consideraram injusto e excessivo. Desde então, surgiram novos escândalos, principalmente um novo vazamento de documentos confidenciais sobre os gastos excessivos no seio do Vaticano. Mas o Papa quis destacar também o trabalho dos que atuam com honradez. "Seria uma grande injustiça", disse, "não expressar uma grande gratidão (...) a todas as pessoas sãs e honradas que trabalham com dedicação, devoção, fidelidade e profissionalismo. As doenças e escândalos não poderão esconder a eficácia dos serviços prestados com esforço pela Cúria", destacou. CONTAS Denúncias com base em documentos secretos vazados recentemente na Itália afirmam que as finanças do Vaticano são marcadas pela má gestão e pelo uso de doações para os pobres para manter o estilo de vida luxuoso de cardeais. O escândalo, batizado de novo "Vatileaks", surgiu com o lançamento de dois livros, escritos com base em documentos secretos que revelariam os males da Cúria Romana e uma forte resistência às reformas financeiras que o papa Francisco tenta implementar. Os documentos teriam sido fornecidos pelo padre espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda e pela laica italiana Francesca Chaouqui, acusados e detidos pelo Vaticano no último fim de semana por roubo de textos confidenciais. Segundo a imprensa italiana, as obras revelam sobretudo a oposição interna às reformas financeiras do papa Francisco.

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