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MUNDO
Terça-feira, 22 de Março de 2016, 21h:37

TERROR EM BRUXELAS

Terrorismo faz 31 mortos na Bélgica

Estado Islâmico reivindica ataques que mataram cerca de 31 e deixaram mais de 250 feridos em Bruxelas

O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do maior atentado já ocorrido na Bélgica, que matou ontem ao menos 31 pessoas e feriu outras 250. Duas explosões atingiram o aeroporto internacional da capital belga, na região metropolitana, por voltas das 8h da manhã no horário local (3h no horário MT), e uma terceira bomba foi desativada. Cerca de uma hora depois, uma terceira explosão ocorreu na estação de metrô de Maalbeek, no centro da cidade, perto de prédios da União Europeia (UE). Após os atentados, vários países europeus reforçaram a segurança em seus aeroportos e estações de transporte. A Bélgica fechou sua fronteira com a França, e duas centrais nucleares belgas foram esvaziadas. Coração da União Europeia, Bruxelas teve seu sistema de transporte público suspenso. As autoridades fecharam o metrô, o aeroporto, o serviço de bondes, ônibus, assim como as principais estações ferroviárias da capital. O nível de alerta de ameaça de terrorismo foi elevado para quatro, o máximo, por ordem do Ministério do Interior. "Fiquem onde estão", advertiu o Centro de Crise belga. Pelo Twitter, a família real belga desmentiu relatos de que o palácio havia sido esvaziado. Uma foto divulgada pela polícia mostrou dois supostos homens-bomba que seriam responsáveis pelos ataques ao aeroporto de Zaventem, informou o procurador federal belga, Frederic Van Leeuw, em entrevista coletiva. Do lado esquerdo da fotografia, os homens, vestidos de preto, também estariam armados com kalashnikovs. Também considerado suspeito, o homem de branco está sendo procurado pela polícia, que emitiu uma ordem de busca. Os três foram capturados pelas câmeras de segurança do aeroporto levando carrinhos de bagagem. Líderes de todo mundo condenaram os atentados e expressaram condolências ao povo belga. O procurador federal do país disse que pelo menos uma das explosões no aeroporto de Zaventem foi causada por um homem-bomba — ainda não está claro se foram dois ou um suicida. Há também informações de que uma bomba teria sido colocada dentro de uma mala, e um colete com explosivos sem detonar foi encontrado no terminal. Policiais que revistaram uma casa suspeita em Schaerbeek, perto do local do ataque no metrô, encontraram uma bomba com pregos dentro, materiais químicos e uma bandeira do EI. O grupo extremista reivindicou os ataques em um comunicado divulgado pela sua agência de notícias Amaq. As explosões acontecem quatro dias depois da captura em Bruxelas de Salah Abdeslam, o principal suspeito dos ataques em Paris em novembro do ano passado. O procurador, no entanto, afirmou que era muito cedo para estabelecer conexões entre os atentados na capital francesa e os de Bruxelas. Mais cedo, as informações sobre vítimas divergiam, com algumas fontes e jornais internacionais apontando entre 28 e 34 mortos. O porta-voz dos bombeiros Pierre Meys chegou a citar 14 pessoas mortas e 96 feridas nas explosões no aeroporto. No ataque à estação de metrô, o prefeito de Bruxelas, Yvan Mayeur, apontou 20 mortos e106 feridos incialmente, incluindo dez em condições críticas. O ex-jogador de basquete belga-brasileiro Sebastien Bellin está entre os feridos no aeroporto. Os ataques poderiam ter produzido ainda mais vítimas: autoridades belgas encontraram uma terceira bomba que não explodiu no aeroporto de Bruxelas. O artefato foi mais tarde detonado em uma explosão controlada. “Foram colocadas três bombas no edifício e uma delas não explodiu”, disse Lodewijk De Witte, o governador da província do Brabante Flamenco, no aeroporto. O ministro do Interior da Bélgica, Jan Jambon, anunciou três dias de luto nacional, com sensação de insegurança e pânico se espalhando pelo país. No centro de Bruxelas, a polícia realizou uma explosão controlada na Universidade Vrije. De acordo com testemunhas, tiros e gritos na língua árabe foram ouvidos antes das explosões no terminal de embarque do aeroporto — a American Airlines negou que o ataque tenha ocorrido perto de seus balcões, conforme relatos inicais. O aeroporto, que ficará fechado hoje, foi esvaziado e todos os voos foram cancelados. Além do cinco de explosivos, uma Kalashnikov também teria sido encontrada no terminal. Fotos nas mídias sociais mostraram fumaça saindo do terminal do aeroporto através de janelas quebradas e passageiros correndo, alguns ainda segurando suas malas. "Primeiro aconteceu uma pequena explosão e depois uma mais forte na altura do check-in", relatou o jornal sueco "Svenska Dagbladet". "Todo o edifício tremeu, havia fumaça por todos os lados e pessoas jogadas no chão do terminal. Pedaços do teto caíram". O primeiro-ministro belga, Charles Michel, condenou o que chamou de "ataques cegos, covardes e violentos". E disse que o país estava "determinado a defender sua liberdade". “Temíamos um ataque terrorista e aconteceu”, afirmou Michel em uma entrevista coletiva na qual ele pediu às pessoas "paz e solidariedade". O presidente francês, François Hollande, por sua vez, disse que toda a Europa foi atingida e pediu união na luta contra o terrorismo. “Terroristas atacaram Bruxelas, mas toda a Europa foi atingida”, disse. A TV estatal belga postou um apelo às pessoas que vivem perto do aeroporto de Zaventem para levarem cobertores, água, alimentos e suprimentos médicos a um ginásio local que está sendo usado como um abrigo improvisado. As autoridades também estão pedindo ao público doações de sangue. Do lado de fora da estação de Maalbeek, dezenas de pessoas recebiam atendimento médico. Várias foram vistas no chão perto da entrada do metrô com os rostos ensanguentados. Equipes de emergência foram enviadas ao local, que fica a poucos metros sede da Comissão Europeia. Funcionários da UE foram orientados a não comparecerem ao trabalho ou a permanecerem nos escritórios. A bandeira do bloco europeu foi colocada a meio mastro. Em uma mensagem no Twitter, a empresa que administra o transporte público na cidade de Bruxelas anunciou o fechamento das quatro linhas de metrô. Ainda não foi divulgada a nacionalidade das vítimas. Por enquanto, o chanceler esloveno Karl Erjavec disse que um diplomata esloveno foi ferido. Uma mulher indiana que trabalha para Jet Airways também está entre os feridos, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Índia.

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